- Bitcoin avançou 21% desde 21 de novembro, mas demanda continua fraca.
- ETFs nos EUA compraram apenas 3.800 BTC em 2026, sem sinais de recuperação forte.
- Inflows para exchanges atingem 39.000 BTC, indicando pressão de venda crescente.
O recente aumento de 21% no preço do Bitcoin não representa uma recuperação sólida.
Segundo a CryptoQuant, a alta se enquadra em um “rali de baixa”, com demanda ainda enfraquecida e sem mudanças significativas no cenário de mercado.
Demanda fraca sustenta alerta sobre rali de baixa
O conceito de “bear market rally” descreve um aumento temporário em meio a uma tendência de queda.
No caso do Bitcoin, a alta ocorre após queda de cerca de 19%, com a criptomoeda ainda abaixo da média móvel de 365 dias, considerada um divisor entre mercados de alta e baixa.
Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, afirmou:
“O mercado ainda permanece em bear market. O rali atual não altera os fundamentos nem indica retomada duradoura.”
Alguns indicadores apontam melhorias pontuais. O Bitcoin Coinbase Price Premium voltou positivo brevemente, mostrando compras esporádicas nos EUA.
Além disso, ETFs americanos reduziram vendas — 54.000 BTC foram vendidos em novembro, mas desde então houve apenas entrada líquida de 3.800 BTC, volume inferior ao observado em fases de bull market.
Inflows crescentes para exchanges aumentam risco de queda
Apesar da alta, os inflows para exchanges subiram para 39.000 BTC, a maior média semanal desde novembro. Historicamente, esse movimento sinaliza pressão de venda após ralis temporários.
Por isso, investidores devem cautela ao interpretar a recente valorização.
Impactos e perspectivas
O padrão atual lembra 2022, quando o Bitcoin também subiu temporariamente abaixo da média móvel de 365 dias, mas logo retomou a tendência de baixa.
A CryptoQuant destaca que indicadores fundamentais e técnicos continuam mostrando um mercado de baixa, mesmo com a valorização recente.
Embora investidores possam se animar com a alta de curto prazo, a recuperação sustentável depende de aumento real na demanda e acumulação consistente, fatores que ainda não se confirmaram.
