- Analista projeta rompimento do Bitcoin acima de US$ 100 mil
- Indicadores históricos sugerem fundo possível em 2026
- Mercado reage com forte queda após tensão geopolítica global
O mercado de criptomoedas atravessa um momento difícil, mas um analista de negociação voltou a gerar atenção ao sugerir quando o Bitcoin poderá finalmente romper os US$ 100 mil. Ele baseou a projeção em indicadores técnicos e no comportamento histórico do preço, oferecendo um cenário que reacende parte do otimismo perdido.
Mesmo com o Bitcoin preso em uma tendência de baixa, o especialista explicou que o ativo demonstra sinais conhecidos de exaustão vendedora. Além disso, a análise ganhou força após a formação de cinco velas mensais vermelhas consecutivas, algo raro desde a máxima histórica registrada em outubro.
Indicadores históricos reforçam possível fundo do ciclo
Os dados apresentados pela TradingShot mostraram que essa sequência de quedas só havia ocorrido em dois momentos anteriores: novembro de 2011 e dezembro de 2018. Em ambas as vezes, o mercado encontrou seu fundo exatamente na quinta vela negativa. Assim, muitos investidores passaram a enxergar essa repetição como um possível marco de reversão.
Ainda assim, o analista destacou que o padrão das velas, isoladamente, não confirma o fundo. Ele apontou que a Transformação de Fisher no gráfico mensal historicamente funcionou como um sinal mais preciso. Isso porque cada cruzamento de alta aconteceu apenas depois de o preço já ter marcado a mínima do ciclo.
As últimas cruzes de alta ocorreram em 2015, 2019 e 2022. Nesse intervalo, surgiu uma média de 1.370 dias entre os dois sinais mais recentes. Caso o padrão se mantenha, o próximo cruzamento pode ocorrer em setembro de 2026, sugerindo um fundo provável por volta de agosto de 2026 sob o intervalo mais curto observado.
Projeção indica rompimento acima de US$ 100 mil em 2027
A partir desse ponto, o analista prevê um ciclo de alta semelhante aos anteriores, com recuperações plurianuais levando o Bitcoin a novas máximas. Ele afirmou que, seguindo a simetria histórica, o preço poderia testar e até ultrapassar US$ 100 mil no início de novembro de 2027.
O debate sobre essas projeções ganhou ainda mais espaço porque o mercado enfrentou forte turbulência no fim de semana. O Bitcoin caiu cerca de 6% após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que ampliou o medo nos mercados globais e provocou liquidações expressivas.
O ativo despencou de US$ 66.000 para aproximadamente US$ 65.000. Com isso, o mercado cripto perdeu entre US$ 75 bilhões e US$ 128 bilhões em minutos. As liquidações de posições alavancadas incluíram perdas de até US$ 522 milhões em curtos períodos, enquanto o Ether recuou até 8,8%.
A queda coincidiu com o anúncio de um “ataque preventivo” israelense contra alvos iranianos, movimento confirmado pelo presidente Donald Trump como parte de uma operação militar ampla.
Tecnicamente, o Bitcoin continua em uma faixa decisiva, com suporte entre US$ 60 mil e US$ 65 mil. Uma quebra firme desse patamar pode abrir caminho para US$ 55 mil. Já a resistência permanece na região entre US$ 68 mil e US$ 70 mil, onde compradores enfrentam forte pressão vendedora.
