Analista bilionário aponta o momento ideal para comprar Bitcoin em meio à escalada da guerra global

Analista bilionário aponta o momento ideal para comprar Bitcoin em meio à escalada da guerra global
  • Perspectiva de compra depende da futura expansão de liquidez global
  • Hayes alerta para possível queda abaixo de US$ 60 mil
  • Bitcoin reage direto às tensões e ao déficit de liquidez

A recente instabilidade do Bitcoin em meio ao avanço do conflito entre EUA, Israel e Irã deixou muitos investidores sem direção clara. Apesar disso, o bilionário Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, afirma que o momento ideal de compra ainda não chegou.

Hayes apresentou sua análise durante uma entrevista concedida em 10 de março. O mercado acompanhou fortes oscilações desde o início da guerra em 28 de fevereiro, criando um cenário de dúvida que ainda domina parte dos traders.

No primeiro dia do conflito, o BTC caiu de US$ 67.000 para cerca de US$ 63.476 antes de se recuperar rapidamente. Já em 4 de março, o preço voltou acima de US$ 70.000 e atingiu o pico mensal de US$ 73.394.

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Mesmo assim, o avanço perdeu força. Desde então, o Bitcoin passou a oscilar entre US$ 65.000 e US$ 69.000, sempre recuando após leves rompimentos. O BTC está negociado em US$ 70.670, com leve queda diária.

Fonte coinmarketcap

Hayes vê oportunidade apenas quando a liquidez global aumentar

Mesmo demonstrando otimismo no longo prazo, Hayes defende cautela imediata. Para ele, a hora certa de comprar Bitcoin depende de um fator central, a expansão da liquidez pelo Federal Reserve.

O bilionário argumenta que grandes conflitos no Oriente Médio geralmente pressionam os EUA a ampliar gastos militares. Para financiar essas operações, o governo depende de políticas que injetam liquidez no sistema financeiro.

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“Hoje, se eu tivesse US$ 1 para investir, eu não colocaria em Bitcoin”, afirmou. Hayes reforçou que aguarda uma fase em que o Fed terá de imprimir mais dinheiro para sustentar a máquina de guerra americana.

Segundo ele, esse é o ponto que historicamente desencadeia grandes altas no Bitcoin, já que moedas fiduciárias enfraquecem e investidores procuram alternativas.

Analista alerta para risco de novas quedas antes da retomada

Hayes, no entanto, reconhece que prever o momento exato é difícil. Ele afirma que muitos investidores acompanham os mesmos sinais e podem interpretar mal a resposta dos mercados às tensões geopolíticas.

O analista acredita que uma venda forte nas bolsas não está descartada. Nesse cenário, o Bitcoin pode cair abaixo de US$ 60.000, abrindo espaço para liquidações em massa antes de uma recuperação mais consistente.

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Hayes também aponta outro desafio que afeta o desempenho recente do BTC. Para ele, o problema não está na demanda dos investidores, mas sim em um déficit global de liquidez.

Grandes empresas de tecnologia, segundo ele, estão direcionando capital pesado para infraestrutura de IA e construção de data centers. Esses movimentos drenam recursos que poderiam fluir para o mercado cripto.

Hayes define o Bitcoin como um verdadeiro “alarme de liquidez”, já que o ativo costuma reagir rapidamente à expansão ou contração do dinheiro disponível no sistema.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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