Armadilha cripto? Empresas que pagarem o Irã podem ser punidas

Armadilha cripto? Empresas que pagarem o Irã podem ser punidas
  • Pagamentos em cripto ao Irã podem configurar “apoio material” e violar sanções internacionais.
  • Blockchain facilita rastreamento e possível congelamento de fundos ilícitos.
  • Irã amplia uso de stablecoins; hashrate de Bitcoin no país caiu para cerca de 2 EH/s.

O uso de criptomoedas para pagar taxas de navegação ao Irã pode expor empresas a sanções severas.

O alerta vem da Chainalysis, que aponta riscos legais diretos para companhias de transporte marítimo.

Cripto não garante anonimato e amplia risco regulatório

Segundo Kaitlin Martin, analista sênior da Chainalysis, qualquer pagamento ao governo iraniano pode ser interpretado como violação. Isso inclui taxas de passagem por rotas estratégicas.

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“Fazer isso pode acarretar um risco significativo de violação de sanções”, afirmou Martin.

A fala reforça o enquadramento como “apoio material” ao regime.

Além disso, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica está sob sanções globais, por isso, transações financeiras ligadas ao grupo elevam o risco jurídico.

Entretanto, o uso de criptomoedas não elimina a rastreabilidade, pelo contrário, registros em blockchain são públicos e permanentes. Assim, autoridades conseguem seguir o fluxo até pontos de conversão.

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Portanto, exchanges e intermediários podem congelar ativos suspeitos, esse fator reduz a eficácia da cripto como ferramenta de evasão.

Além disso, há rumores de que o Irã considera cobrar pedágios em ativos digitais, apesar disso, não existe confirmação oficial até o momento.

Irã amplia uso de cripto enquanto mineração perde força

Nos últimos meses, o Irã intensificou o uso de stablecoins para comércio internacional. O país utiliza esses ativos em negociações de petróleo, armas e commodities.

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Por outro lado, a mineração de Bitcoin perdeu força, o hashrate local caiu cerca de 7 exahashes por segundo no último trimestre.

Atualmente, o país opera próximo de 2 EH/s, em contraste, a rede global se mantém estável, perto de 1.000 EH/s.

Além disso, países vizinhos não sofreram impacto relevante, Emirados Árabes Unidos e Omã mantêm operações normais.

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Enquanto isso, outras nações sancionadas seguem estratégia similar, a Rússia, por exemplo, já utiliza tokens digitais para comércio externo.

Portanto, cresce o uso de cripto em ambientes restritos, no entanto, a transparência da tecnologia limita seu uso para evasão total.

No fim, empresas precisam avaliar riscos com cautela. O uso indevido pode gerar bloqueios, multas e danos reputacionais duradouros.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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