Bitcoin reage de US$ 59 mil para US$ 67 mil após trégua no Irã

  • Bitcoin sobe 11% em dez dias após mínima de US$ 59 mil em 5 de junho
  • Strategy adquire 1.587 BTC por US$ 100 milhões a preço médio de US$ 63.024
  • Acordo entre EUA e Irã derruba petróleo Brent mais de 4% e alivia inflação

O bitcoin chegou ao fim de semana machucado e voltou na segunda-feira mostrando fôlego renovado. Depois de tocar US$ 59 mil em 5 de junho o pior patamar desde outubro de 2024 a maior criptomoeda do mundo recuperou terreno e está negociada em US$ 67.130 nesta tarde, alta de 5% em 24 horas. Em reais, o ativo voltou a circular acima de R$ 339 mil.

Fonte: coinmarketcap

O gráfico das últimas duas semanas resume bem o cabo de guerra entre vendedores convictos e compradores institucionais. Mínima de US$ 60.909 nos sete dias anteriores, consolidação truncada entre US$ 62 mil e US$ 63 mil até a quarta-feira passada, e então um movimento direto para a faixa dos US$ 66 mil que se estendeu pela virada do fim de semana. A alta acumulada desde o fundo passa de 11% em dez sessões.

Acordo com Irã derruba três pressões de uma vez

O catalisador veio do Truth Social. No domingo, Donald Trump anunciou que o acordo de paz com o Irã estava “completo” e autorizou a reabertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio, encerrando quase quatro meses de conflito armado. O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif confirmou a suspensão de operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, com cerimônia de assinatura marcada para 19 de junho na Suíça.

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O petróleo Brent desabou mais de 4% e foi negociado em US$ 82 o barril. Para o Bitcoin, o anúncio reduziu pressões inflacionárias, enfraqueceu o tom do Fed e favoreceu ativos. Com a reabertura do estreito, as três engrenagens começaram a girar em sentido oposto. O anúncio de Trump foi suficiente para o mercado precificar uma janela de alívio.

O movimento também ajudou a explicar a sincronia da alta entre criptoativos. Ethereum subiu 10,9% em 24 horas a US$ 1.843, Solana avançou 11,4%, XRP ganhou 11,6% e até Cardano, que vinha colado em suportes técnicos, disparou 13%. Para investidores brasileiros, a correção refletiu principalmente fatores macroeconômicos e geopolíticos, não problemas estruturais cripto.

Saylor compra 1.587 BTC no fundo

Enquanto o varejo travava, Michael Saylor aproveitava. A Strategy revelou nesta segunda-feira a compra de mais 1.587 BTC entre 8 e 14 de junho, por cerca de US$ 100 milhões, a um preço médio de US$ 63.024 por moeda. A operação eleva o estoque total da empresa a 846.842 bitcoins, acumulados a um custo médio de US$ 75.656 posição revisitada em nossa cobertura sobre a tesouraria.

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No mesmo intervalo, a Strategy vendeu 1.732.553 ações ordinárias e levantou US$ 209 milhões líquidos, reforçando o caixa em dólar para US$ 2,25 bilhões. O playbook segue intacto: emite ação, compra BTC na fraqueza, repete. A Strive comprou 32 BTC em junho, reduzindo seu custo médio e ampliando exposição ao ativo. A empresa fechou o período com 15.391 bitcoins em tesouraria.

Armstrong cravou fundo em US$ 60 mil

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, somou a voz dele ao grupo dos compradores de fundo.

“Meu instinto diz que provavelmente já fundamos, talvez no número dos US$ 60 mil, mas ninguém pode garantir”, disse o executivo, reafirmando posição comprada em bitcoin e projeção de preços “muito mais altos” até 2030.

A leitura ecoa o call recente do Standard Chartered, que cravou US$ 59 mil como piso técnico do ciclo.

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Armstrong recorreu ao halving de quatro anos como moldura analítica e lembrou que as oscilações sempre parecem mais brutais no calor do momento do que parecem em retrospecto. O Bitcoin segue cerca de 47% abaixo do recorde histórico, mantendo amplo espaço para recuperação adicional. No Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin e Foxbit registraram aumento expressivo no volume de compras spot durante o movimento das últimas 48 horas.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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