- O CIO da Bitwise projeta Bitcoin a US$ 1 milhão em até 10 anos.
- Mercado global de ativos de reserva de valor pode atingir US$ 121 trilhões no período.
- Bitcoin precisaria capturar apenas 17% desse mercado para alcançar esse preço.
O Bitcoin pode atingir US$ 1 milhão por unidade na próxima década se o mercado global de ativos de reserva de valor continuar crescendo no ritmo atual.
A projeção é de Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, que aponta o avanço desse mercado e o ganho de participação do Bitcoin como principais motores desse cenário.
Crescimento do mercado pode impulsionar o Bitcoin
Hougan destaca que o erro mais comum ao avaliar o potencial do Bitcoin é ignorar a expansão do mercado de reserva de valor.
Hoje, esse mercado inclui basicamente ouro e Bitcoin, o ouro domina amplamente o setor, atualmente, seu valor de mercado gira em torno de US$ 36 trilhões.
Já o Bitcoin possui capitalização próxima de US$ 1,4 trilhão, cerca de 4% desse mercado.
Entretanto, o tamanho do mercado cresceu muito nas últimas duas décadas. Em 2004, quando os primeiros ETFs de ouro surgiram nos Estados Unidos, o metal valia apenas US$ 2,5 trilhões.
Desde então, o ouro registrou crescimento médio anual de 13%.
Por isso, Hougan acredita que o mercado pode continuar se expandindo rapidamente. Caso esse ritmo continue, o setor de ativos de reserva de valor pode alcançar US$ 121 trilhões em 10 anos.
Nesse cenário, o Bitcoin precisaria conquistar apenas 17% desse mercado para atingir US$ 1 milhão por moeda.
“O erro que as pessoas cometem ao avaliar o potencial do Bitcoin é ignorar esse crescimento”, escreveu Hougan em um memorando publicado nesta terça-feira.
Cenário econômico pode influenciar projeções
Mesmo com a projeção otimista, Hougan reconhece desafios importantes. Para chegar a US$ 1 milhão, o Bitcoin teria que subir 14 vezes em relação ao preço atual. Isso representa um avanço próximo de 1.300%.
Além disso, o cenário macroeconômico pode alterar essa dinâmica.
Atualmente, muitos investidores buscam ativos escassos como proteção contra inflação e desvalorização monetária. Por isso, tanto o ouro quanto o Bitcoin se beneficiam desse ambiente.
Entretanto, a situação pode mudar, se governos reduzirem políticas de expansão monetária ou abandonarem juros baixos, o apelo desses ativos pode diminuir.
Nesse caso, a demanda por reservas de valor pode desacelerar.
Ainda assim, Hougan acredita que o risco pode estar no lado oposto.
“Também existe o risco de essas projeções serem conservadoras”, afirmou.
Segundo ele, a preocupação com dívidas públicas crescentes pode acelerar ainda mais a demanda por ativos escassos.
Nesse cenário, o Bitcoin poderia conquistar uma fatia maior que 17% do mercado.
O debate sobre o potencial de longo prazo do Bitcoin continua intenso. No entanto, projeções como essa reforçam a visão de muitos investidores de que a criptomoeda pode se tornar uma das principais reservas de valor globais nas próximas décadas.
