Bitcoin engole ouro em plena crise geopolítica — estamos no início de um mega ciclo?

Bitcoin engole ouro em plena crise geopolítica — estamos no início de um mega ciclo?
  • BTC sobe de US$ 65 mil para US$ 75 mil em março.
  • Ouro recua de US$ 5.400 para perto de US$ 5.000 no período.
  • Indicadores on-chain mostram menor pressão de venda e melhora na liquidez.

O Bitcoin ganhou força em março e superou o desempenho do ouro e das ações dos Estados Unidos, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio.

O movimento reacendeu o debate sobre uma possível rotação de capital para ativos de risco, com o BTC no centro dessa mudança.

Bitcoin avança enquanto ouro perde força em meio à tensão global

Desde o início de março, o Bitcoin registrou recuperação consistente. Subiu cerca de US$ 10 mil, enquanto o ouro perdeu valor no mesmo período. Esse contraste chama atenção, sobretudo em um cenário de conflito envolvendo Israel e Irã.

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Segundo André Dragosch, da Bitwise, esse comportamento pode marcar uma virada relevante.

“Isso pode sinalizar os estágios iniciais de uma rotação de ativos de proteção para ativos de risco como o BTC”, afirmou.

Além disso, há um padrão histórico importante. O ouro costuma liderar o Bitcoin por quatro a sete meses. Portanto, se o metal já atingiu o topo, o BTC pode continuar em alta nos próximos meses.

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Por outro lado, o contexto geopolítico adiciona uma nova camada à análise. Para Gautam Chhugani, da Bernstein, momentos de crise reforçam o valor do ativo digital.

“Talvez seja preciso um conflito físico para perceber que o Bitcoin é o ativo mais portátil e líquido, sem risco de contraparte”, disse.

Indicadores internos reforçam cenário positivo para o BTC

Enquanto isso, os dados on-chain mostram sinais claros de fortalecimento, o indicador Inter-Exchange Flow Pulse (IFP) voltou a ficar acima da média de 90 dias. Isso indica melhora nos fluxos de liquidez entre corretoras.

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Historicamente, esse movimento antecede ciclos de alta, ou seja, o mercado pode estar entrando em uma nova fase de expansão.

Além disso, o CDD Multiple atingiu o menor nível desde 2022, esse indicador mede a movimentação de moedas antigas. Quando cai, mostra que investidores de longo prazo evitam vender.

Segundo a Alphractal, esse comportamento reforça a confiança.

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“O CDD Multiple sinaliza forte convicção dos holders de longo prazo”, destacou a análise.

Portanto, a combinação de menor pressão vendedora e aumento de liquidez cria um ambiente mais favorável para novas altas.

O desempenho do Bitcoin em março coloca o ativo em um teste decisivo. Mesmo diante de incertezas globais, ele mostra força frente a ativos tradicionais.

Se a rotação de capital se confirmar, o BTC pode consolidar seu papel como reserva de valor digital.

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Nos próximos meses, o mercado deve observar se esse movimento é apenas pontual ou o início de uma tendência mais ampla.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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