Bitcoin fechou uma das piores candles anuais de sua história

Fonte: Pexels

O ano de 2022 fechou no negativo para o mercado criptográfico.

O mercado enfrenta um longo bear market, que vem desde o topo histórico do Bitcoin em meados de novembro de 2021.

Apesar do seu curto tempo de vida, pela primeira vez na história a criptomoeda fechou uma candle anual abaixo do preço da candle anual anterior.

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Muito no vermelho

Conforme podemos ver no gráfico do Bitcoin (candle anual), em seu preço em dólar (USD), nos 12 anos de registro da criptomoeda seu preço anual fechou quatro vezes em queda e oito em alta.

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Em 2011 o Bitcoin apresentou desvalorização de cerca de 60% de seu preço.

No ano de 2015 registrou perda de cerca de 56%.

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Já em 2018, durante o bear market onde muitos acreditaram que a bolha do mercado cripto havia estourado e acabaria com os criptoativos, o Bitcoin apresentou a sua maior desvalorização em porcentagem, cerca de 73% de queda.

Mas durante estes anos, apesar da queda o Bitcoin não havia fechado o ano abaixo do preço de abertura do ano anterior.

Já agora em 2022 isto aconteceu pela primeira vez.

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Primeiro que em 2022 o Bitcoin apresentou queda recorde em preço, onde formam quase US$ 30.000 de queda.

Esta perda de cerca de 64% do seu preço (entre abertura e fechamento da candle anual de 2022) fez com que este fechasse abaixo da abertura da candle anual de 2021.

Do topo histórico registrado em novembro de 2021 em US$ 69.000 na Bitstamp até a abertura da candle anual de 2023 foram 76% de queda.

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Do topo ao fundo

Se analisarmos as quedas do Bitcoin de seus topos aos seus fundos máximos, a criptomoeda sempre apresentou grandes perdas.

Do topo registrado em novembro de 2021 ao fundo registrado em novembro de 2022, foram cerca de 77% de queda.

Já do topo de 2017 ao fundo de 2018 foram 84% de queda.

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E do topo de 2013 ao fundo de 2015 foram 86% de queda.

O ponto aqui é que a situação econômica global prevista para 2023 não é nada boa, pois durante estes 13 anos de vida do Bitcoin o mundo não enfrentou uma forte recessão econômica.

Assim, não dá para cravar ainda que o Bitcoin já registrou seu fundo de preço.

Pelo contrário, com todo o mercado de renda variável (incluindo as ações) tendo registrado fortes quedas, muitos analistas e especialistas do mercado, assim como muitos investidores cripto ainda estão pessimistas.

Além da crise global, há recessão de energia, guerra, e aumento de juros previstos para os próximos meses para conter a inflação.

E tudo isto torna o mercado de renda fixa mais atrativo aos investidores do que o mercado de renda variável e seus grandes riscos e volatilidade.

De bom para o mercado cripto é que as empresas continuam olhando para a tecnologia blockchain e para a nova ordem da economia global presente nos ativos digitais.

Agora é esperar para ver o que acontece, mas é bom o investidor ter em mente que este inverno cripto pode ainda estar longe de terminar.

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Redator da Revista Bitnotícias
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