Bitcoin já precificou o pior? Gestora aponta menor risco de queda frente às ações

Bitcoin já precificou o pior? Gestora aponta menor risco de queda frente às ações
  • Bitcoin recua mais de 23% em 2026 e já reflete aperto monetário.
  • Mercado reduz apostas em cortes de juros; chance de zero cortes chega a 40%.
  • S&P 500 cai quase 8% no mês e ainda ajusta valuations elevados.

O bitcoin pode ter menos espaço para quedas do que ações, segundo a Bitwise.

A gestora afirma que o criptoativo já precificou condições financeiras mais duras, enquanto o mercado acionário ainda está em ajuste.

Bitcoin reage antes ao aperto e “limpa excessos” mais cedo

O cenário macro mudou rápido, o avanço do petróleo elevou expectativas de inflação. Por isso, o mercado reduziu apostas em cortes de juros nos EUA, hoje, traders veem quase 40% de chance de nenhum corte em 2026.

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Além disso, tensões geopolíticas pressionam energia e inflação, esse movimento afeta diretamente ativos de risco. Entretanto, o Bitcoin começou a cair antes.

Desde outubro de 2025, o BTC mostra fraqueza, em 2026, acumula queda superior a 23%, portanto, parte do ajuste já ocorreu.

Segundo Luke Deans, da Bitwise:

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“Bitcoin, um ativo altamente sensível à liquidez, costuma reagir antes a mudanças no apetite por risco.”

Outro indicador reforça a tese, o Mayer Multiple segue em níveis baixos desde janeiro. Isso indica preço abaixo da média histórica recente, ou seja, o mercado já “resetou” expectativas.

Enquanto isso, ações ainda corrigem, o S&P 500 perdeu quase 8% no último mês. Porém, entrou no ano com valuations elevados.

Ações ainda podem sofrer mais com choques macro

A diferença está no estágio do ciclo, o Bitcoin já passou por compressão de valuation. Isso reduz alavancagem e excesso especulativo.

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Por outro lado, ações ainda carregam múltiplos altos, portanto, seguem mais expostas a surpresas negativas.

Deans resume:

“Ativos que já passaram por compressão tendem a ter menor sensibilidade a quedas adicionais.”

Além disso, o ambiente cripto mudou, a dominância do Bitcoin aumentou. Como resultado, altcoins passaram a seguir mais de perto o BTC.

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Esse efeito cria um mercado mais concentrado, por isso, o comportamento do Bitcoin dita o ritmo do setor.

No curto prazo, tudo depende do macro, se inflação persistir, juros devem seguir altos. Nesse cenário, ativos de risco sofrem.

Por outro lado, o Bitcoin pode reagir com menos intensidade negativa, isso ocorre porque parte do ajuste já aconteceu.

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No fim, a tese da Bitwise é clara: quem caiu antes, pode cair menos depois.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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