- O Bitcoin caiu para US$ 74.680 após liquidações de US$ 1,8 bilhão no mercado futuro.
- Saídas de US$ 3,2 bilhões dos ETFs representam menos de 3% do patrimônio total.
- Indicadores de derivativos não mostram pânico nem viés fortemente baixista.
O Bitcoin caiu até US$ 74.680 após liquidações bilionárias, mas indicadores on-chain, derivativos e dados macro mostram resiliência do mercado.
Por isso, analistas avaliam que a região dos US$ 75 mil pode marcar o fundo de preço em 2026.
Indicadores macro reduzem risco de nova queda acentuada
A queda do Bitcoin ocorreu após liquidações expressivas no mercado futuro. Ao todo, US$ 1,8 bilhão em posições alavancadas foi eliminado. Ainda assim, o ambiente macro não sugere fuga extrema ao risco.
O rendimento dos Treasuries americanos de dois anos permaneceu em 3,54%, o patamar estável indica demanda moderada por ativos seguros, em outubro de 2025, durante estresse fiscal, esse rendimento caiu abaixo de 3,45%.
Além disso, o S&P 500 opera apenas 0,4% abaixo do recorde histórico. Isso sinaliza confiança na resolução rápida do impasse orçamentário dos Estados Unidos. O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou à Fox News que um acordo deve sair até terça-feira.
Portanto, não há sinais claros de choque sistêmico que pressionaria o Bitcoin muito abaixo de US$ 75 mil.
Derivativos e ETFs mostram resiliência do mercado
Apesar da queda de 40,8% desde o topo histórico de US$ 126.220, em outubro de 2025, traders profissionais não migraram para posições fortemente vendidas.
O prêmio anualizado dos contratos futuros de dois meses está em 3%. O nível indica baixa alavancagem comprada, porém não caracteriza estresse, em mercados pessimistas, esse indicador costuma ficar negativo.
Além disso, o interesse aberto em futuros segue elevado, em US$ 40 bilhões. A retração foi de apenas 10% em 30 dias. Isso reforça a ausência de capitulação generalizada.
No mercado à vista, os ETFs de Bitcoin tiveram saídas líquidas de US$ 3,2 bilhões desde 16 de janeiro. Entretanto, o valor representa menos de 3% dos ativos sob gestão. Por isso, o impacto estrutural é limitado.
Rumores sobre a Strategy não alteram fundamentos
A Strategy também gerou preocupação após suas ações negociarem abaixo do valor patrimonial. Contudo, a empresa não possui cláusulas que forcem venda de Bitcoin.
Além disso, a companhia informou US$ 1,44 bilhão em caixa, em dezembro de 2025. O montante cobre dividendos e juros. Portanto, riscos de liquidação forçada são baixos.
Embora o Bitcoin siga volátil no curto prazo, os dados apontam estabilidade estrutural.
Derivativos saudáveis, ETFs resilientes e um macro menos hostil reforçam o suporte em US$ 75 mil, assim, o nível tende a se manter como o fundo de preço de 2026.
