- Irã estuda cobrar US$ 1 por barril em Bitcoin de navios que cruzarem o Estreito de Ormuz.
- Medida surge após cessar-fogo de duas semanas anunciado por Donald Trump.
- País já movimentou US$ 3,7 bilhões em cripto para contornar sanções.
Irã estuda cobrar US$ 1 por barril em Bitcoin de navios que cruzarem o Estreito de Ormuz durante cessar-fogo de duas semanas.
Navios vazios passam sem taxa, mas embarcações com carga precisam pagar imediatamente para evitar rastreamento ou sanções.
Entenda a proposta de pedágio em criptomoeda
O governo do Irã avalia cobrar tarifas em Bitcoin de navios que cruzarem o Estreito de Ormuz, a medida surge após um cessar-fogo temporário com os Estados Unidos.
Segundo autoridades, petroleiros vazios poderão passar sem custo, entretanto, embarcações com carga pagarão US$ 1 por barril transportado.
Além disso, o país pretende analisar cada navio antes da travessia. O objetivo é impedir transporte de armas durante o período de trégua.
De acordo com Hamid Hosseini, representante do setor energético, o pagamento será imediato.
“Os navios terão poucos segundos para pagar em Bitcoin, evitando rastreamento ou confisco”, afirmou.
Por isso, o uso da criptomoeda aparece como alternativa às sanções internacionais, o sistema reduz a dependência do sistema financeiro tradicional.
Impactos geopolíticos e no mercado de energia
A proposta surge após meses de tensão militar na região, ataques recentes limitaram o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Como resultado, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril. Foi a primeira vez em quatro anos.
Além disso, o mercado cripto apresentou forte volatilidade, o Bitcoin oscilou entre US$ 65 mil e US$ 75 mil no período.
Entretanto, a possível cobrança em cripto pode criar um precedente global, países sob sanções podem adotar estratégias semelhantes.
Antes do conflito, o Irã já utilizava ativos digitais para fortalecer sua economia. Dados indicam compra de US$ 500 milhões em stablecoins.
Além disso, cerca de US$ 3,7 bilhões circularam em cripto no país entre janeiro e julho de 2025.
Portanto, a iniciativa reforça o papel das criptomoedas em cenários de restrição financeira. Também amplia o debate sobre regulação e rastreabilidade.
O que esperar daqui para frente
O plano ainda está em avaliação, entretanto, já sinaliza uma mudança relevante no uso de criptomoedas em comércio internacional.
Se implementado, o modelo pode impactar rotas marítimas e custos logísticos globais. Além disso, pode acelerar a adoção institucional do Bitcoin.
Por fim, o episódio reforça a ligação entre geopolítica, energia e ativos digitais, um movimento que tende a ganhar força nos próximos anos.
