- Bitcoin caiu abaixo de US$ 69 mil e recuperou para cerca de US$ 70.473, com queda de 1% em 24h.
- Conflito entre Irã e aliados pressiona o petróleo e eleva risco de inflação global.
- Analistas projetam suporte em US$ 69 mil e possível queda até US$ 65 mil ou até US$ 54 mil.
O Bitcoin voltou a sentir pressão nesta quinta-feira após a escalada do conflito no Oriente Médio e a postura mais rígida do Federal Reserve.
A criptomoeda caiu forte, mas reagiu parcialmente, refletindo o aumento da aversão ao risco global.
Guerra, petróleo e juros: o tripé que pressiona o Bitcoin
O ataque do Irã à planta de gás Ras Laffan, no Catar, elevou o temor de uma crise energética, como resultado, o petróleo disparou. Além disso, investidores passaram a precificar inflação mais alta.
Por isso, o cenário complica para ativos de risco. O Federal Reserve já indicou menos chances de corte de juros em 2026, com isso, a liquidez tende a diminuir.
Segundo David Lawant, da Anchorage Digital:
“Estamos vendo um duplo impacto nos ativos de risco. O mercado cripto não está imune a esses ventos macroeconômicos.”
Entretanto, o Bitcoin vinha mostrando força recente. Em alguns momentos, chegou a se descolar das ações. Agora, essa “descorrrelação” parece temporária.
Além disso, o avanço do petróleo pode desacelerar a economia global. Isso aumenta o risco de recessão, como já alertou o JPMorgan.
Até onde o preço pode cair?
Analistas apontam níveis-chave no curto prazo. O suporte imediato está em US$ 69 mil. Caso seja perdido, novas quedas podem ocorrer.
Matt Howells-Barby, da Kraken, afirmou:
“Se o Bitcoin não sustentar US$ 69 mil, pode cair até US$ 65 mil nas próximas semanas.”
Por outro lado, cenários mais pessimistas também entram no radar. Sebastián Serrano, CEO da Ripio, vê espaço para quedas maiores.
Ele destacou:
“O movimento começou fora do mercado cripto, com a escalada do conflito e a alta do petróleo.”
Portanto, o impacto não é isolado, a pressão vem da inflação, dos juros e da incerteza global.
Além disso, com menos expectativa de cortes de juros, o capital tende a migrar para ativos mais seguros. Isso reduz o fluxo para o Bitcoin.
O Bitcoin enfrenta um teste importante em meio ao cenário macro adverso. A guerra, o petróleo e os juros formam um ambiente desafiador.
Entretanto, tudo depende da evolução do conflito e da inflação. Se a pressão persistir, o mercado pode ver novas quedas.
Por outro lado, qualquer alívio nesses fatores pode reacender o apetite por risco, até lá, a volatilidade deve seguir elevada.
