BlackRock não vai resgatar altcoins, dizem analistas em meio a queda

  • 84% das altcoins na Binance operam abaixo da média de 200 dias
  • Weiss Crypto aposta em tokenização de ativos reais, não em altcoins
  • Índice de altseason marca 48 e mantém dominância do Bitcoin

A ideia de que a BlackRock entraria para socorrer o mercado de altcoins ganhou tração nas redes sociais nas últimas semanas. Analistas ouvidos por veículos internacionais, porém, veem a expectativa como uma leitura equivocada da estratégia institucional. Para eles, a gestora não tem interesse em absorver tokens que servem, na prática, como veículos de captação de recursos.

O argumento é direto. Grande parte dos ativos negociados hoje carece de conexão entre a utilidade do protocolo e o token que o representa. Nesse recorte, a tese de que gigantes de Wall Street resgatariam posições retail esbarra em um problema básico, não há incentivo econômico para acumular ativos sem fluxo de caixa vinculado.

Weiss Crypto vê tokenização como caminho institucional

A Weiss Crypto projeta que a integração entre criptoativos e o mercado tradicional deve avançar pela tokenização de ativos do mundo real, e não pela compra em massa de altcoins existentes. No cenário desenhado pela casa, empresas listariam suas ações diretamente em redes de camada 1 como Solana ou Ethereum, dispensando bolsas tradicionais.

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A lógica muda o eixo do debate. Em vez de investidores comprarem tokens de governança de projetos, passariam a deter frações tokenizadas de companhias listadas em blockchain. É um modelo que aproxima o cripto do fluxo de capital institucional mas deixa de fora boa parte das altcoins que hoje disputam liquidez em exchanges.

O movimento já tem sinais concretos. A BNB Chain ultrapassou Solana em ações tokenizadas com US$ 5,2 bilhões sob custódia, enquanto a Ripple integrou consórcio com BlackRock, Visa e Mastercard para o desenvolvimento da stablecoin Open USD.

84% das altcoins na Binance abaixo da média de 200 dias

Os dados de mercado reforçam a tese cética. Cerca de 84% das altcoins listadas na Binance negociam abaixo da média móvel de 200 dias, um período que já dura quase oito meses. Segundo levantamento citado pela Weiss, é a segunda maior sequência do tipo desde 2020, atrás apenas dos dez meses do bear market anterior.

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O Altcoin Season Index da CoinMarketCap marca 48/100, consolidando o ciclo como “temporada do Bitcoin”. O Total 3, que mede a capitalização das altcoins excluindo Ethereum, segue em queda. Os números explicam por que a expectativa de rotação de capital para tokens menores não se materializou, mesmo com a SEC revisando regras de ETFs cripto.

Ethereum, XRP e BNB testam suportes críticos

O cenário é de recuperação técnica após semanas de pressão. O Ethereum opera a US$ 1.623,39 (R$ 8.405,61), com alta de 3,1% em 24 horas. O ativo vinha penalizado por sinais restritivos de bancos centrais e por correlação negativa com o S&P 500.

O BNB é negociado a US$ 553,83 (R$ 2.869,72), subindo 1,7% no dia após romper suportes técnicos em pregões anteriores. Já o XRP defende a marca de US$ 1,06 (R$ 5,50), com alta de 2,0%. Traders miram a manutenção do patamar de US$ 1 como linha decisiva mesmo com o token acumulando queda de 71% desde o topo histórico.

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Para o investidor brasileiro, a leitura tem implicação prática. Com a cotação em real seguindo o USD/BRL a R$ 5,2167, quedas em dólar são amplificadas para quem opera em exchanges locais sem hedge cambial. E o cenário macro nos EUA com o Fed mantendo postura cautelosa reduz o apetite institucional que tradicionalmente irriga o mercado spot. A ausência de catalisador claro, seja regulatório ou monetário, mantém a tese defensiva no centro da alocação, conforme reforçam comentários publicados pela Weiss Crypto em análise recente.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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