Hoskinson é cobrado por 1.090 BTC sumidos da ICO da Cardano

Hoskinson é cobrado por 1.090 BTC sumidos da ICO da Cardano
  • Thomas Braziel rastreou 1.090 BTC da fundação original da Cardano na Ilha de Man
  • Entidade da Ilha de Man foi dissolvida em dezembro de 2025 sem destino claro dos fundos
  • ADA acumula queda semanal de 25,56% e é cotado a US$ 0,1689

Críticos cobraram publicamente o fundador da Cardano, Charles Hoskinson, sobre o paradeiro de cerca de 1.090 BTC ligados à estrutura corporativa original do projeto. A pressão veio do investigador Thomas Braziel, conhecido por mapear falências e ativos perdidos no setor cripto, em uma sequência de postagens no X.

Braziel afirma ter passado dois dias compilando filings corporativos da Ilha de Man e da Suíça. Os documentos remontam a 2015 e cobrem a fundação que abrigou parte dos recursos captados na ICO da Cardano. O timing da cobrança coincide com o pior momento técnico do ADA em meses o token caiu 25,56% na semana e é negociado a US$ 0,1705 (R$ 0,8767).

Fonte: coinmarketcap

O rastro dos 108 mil BTC da ICO

Os registros gênese da Cardano mostram captação de 108.844,5 BTC em quatro rodadas, entre outubro de 2015 e janeiro de 2017. Desse total, a entidade da Ilha de Man recebeu 1.090 BTC, e Hoskinson atuou como supervisor da operação. Outros 7.168 BTC ficaram com a Cardano Foundation registrada na Suíça.

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O foco de Braziel é o primeiro lote. Ele aponta que a entidade da Ilha de Man se dissolveu em dezembro de 2025, e os documentos públicos não esclarecem quem controla aqueles bitcoins atualmente. Convertidos pela cotação atual, os 1.090 BTC equivalem a aproximadamente R$ 357 milhões, calculados sobre o preço de R$ 328 mil por unidade.

O investigador também identificou os membros do board suíço original de 2016, Michael Kenneth Parsons, como presidente, e Bruce Robert Milligan, como vice. Braziel pediu à comunidade Cardano ajuda para localizar registros adicionais de governança da época.

21 entidades em Wyoming e suspeita de conflito de interesse

A apuração apontou ao menos 21 entidades em Wyoming conectadas a Hoskinson, entre elas um family office recém-criado e um investimento em saúde avaliado em US$ 250 milhões. Braziel fez questão de pontuar que não acusa o fundador de fraude. Sua tese é de possível conflito de interesse entre o papel à frente da fundação, da IOHK a empresa privada que desenvolve o software da Cardano e os negócios pessoais.

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O paralelo traçado por Braziel é com a EOS, outro projeto que estruturou a captação via empresa privada durante o boom das ICOs. Em ambos os casos, a discussão central é a prestação de contas pública sobre o uso dos fundos. Até a publicação do relatório, Hoskinson não havia respondido às perguntas.

ADA perde 25,56% na semana e sai do radar do varejo

A cobrança chega num momento em que o ADA já vinha apanhando. O ativo saiu de US$ 0,2312 e estendeu perdas pelas zonas de US$ 0,22 e US$ 0,20 antes de testar a região de US$ 0,16. Houve recuperação modesta nas últimas 24 horas, com alta de 5,1%, mas o saldo semanal segue no vermelho.

O capitalização de mercado está em US$ 6,23 bilhões, e o volume diário soma US$ 529,49 milhões. A razão volume/cap de 8,55% confirma rotatividade elevada sinal típico de saída de posições, não de acumulação. Investidores brasileiros que carregam ADA em exchanges locais assistiram o token sair do top 15 por capitalização nas últimas semanas.

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Para o mercado brasileiro, o ponto sensível é regulatório. A CVM tem endurecido o discurso sobre tokens emitidos via ICO sem registro, e qualquer revisão de governança em projetos antigos como Cardano pode reabrir discussões sobre classificação como valor mobiliário. O caso ecoa também o histórico de desconfiança de investidores antigos com a tese da Cardano.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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