- Empresa vendeu 84,15 BTC e ficou com saldo zero em caixa.
- Dívida de US$ 8,5 milhões foi totalmente quitada no 1º trimestre de 2026.
- Venda ocorreu com prejuízo, abaixo do custo médio de US$ 102 mil por BTC.
A Genius Group liquidou toda sua reserva em Bitcoin após 16 meses de estratégia agressiva.
A empresa vendeu 84,15 BTC até o fim de março de 2026, com isso, quitou integralmente uma dívida de US$ 8,5 milhões e zerou sua exposição ao ativo.
Venda forçada encerra estratégia “Bitcoin-first”
A empresa, sediada em Singapura, adotou o Bitcoin como principal ativo de reserva em novembro de 2024. Na época, prometeu alocar ao menos 90% do caixa em BTC.
Entretanto, a estratégia começou a ruir após uma decisão judicial nos Estados Unidos. A ordem bloqueou a captação de recursos e a emissão de novas ações, por isso, a companhia perdeu sua principal fonte de financiamento.
Diante desse cenário, a saída foi vender Bitcoin, as vendas ocorreram de forma gradual. Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, cerca de 96 BTC foram liquidados.
Além disso, o saldo caiu para 84,15 BTC em fevereiro. Pouco depois, a empresa vendeu o restante para encerrar a dívida.
No auge, a Genius Group chegou a deter 440 BTC, esse volume colocaria a empresa entre as 70 maiores companhias públicas com reservas em Bitcoin.
No entanto, o timing pesou contra, o preço médio de compra girava em torno de US$ 102 mil. Já as vendas ocorreram perto de US$ 66,5 mil. Portanto, a operação gerou prejuízo relevante.
Resultados operacionais crescem mesmo sem BTC
Apesar da saída do Bitcoin, os números operacionais melhoraram. A receita do primeiro trimestre de 2026 atingiu US$ 3,3 milhões. Isso representa alta de 171% na comparação anual.
Além disso, o lucro bruto cresceu 228%, chegando a US$ 2 milhões. A margem subiu para 62%. Já o EBITDA ajustado ficou positivo em US$ 600 mil.
Segundo o CEO Roger Hamilton:
“Nosso primeiro trimestre marca um marco significativo. A receita operacional quase triplicou com foco em três pilares principais.”
A empresa atribui o avanço aos programas educacionais. Entre eles, destacam-se Genius School, Genius Academy e Genius Resorts.
Entretanto, a companhia reforçou que a venda do Bitcoin não representa abandono da estratégia. Pelo contrário, a decisão foi classificada como temporária.
A gestão afirmou que pretende recompor a reserva em BTC no futuro. Porém, isso dependerá das condições de mercado e da resolução dos entraves legais.
Perspectivas e impacto
O caso mostra um ponto crítico. Empresas que adotam Bitcoin como reserva ficam expostas a riscos externos, como decisões judiciais e fluxo de caixa.
Por outro lado, a Genius Group provou resiliência operacional. Mesmo sem BTC, conseguiu crescer receita e melhorar margens.
Portanto, o futuro da estratégia depende de dois fatores. Primeiro, a recuperação financeira completa. Segundo, um ambiente mais favorável para voltar a acumular Bitcoin.
