- XMR bate US$ 596, novo recorde histórico, após sete anos.
- Privacidade volta ao centro do mercado cripto, em meio a vigilância e repressão regulatória.
- Reguladores apertam o cerco, enquanto investidores veem a privacidade como requisito para adoção em massa.
O Monero (XMR) alcançou uma nova máxima histórica ao atingir US$ 596, seu maior preço desde 2018.
A valorização reflete o aumento da demanda por privacidade financeira, impulsionada pelo avanço da vigilância e pelo endurecimento regulatório em escala global.
A busca por privacidade impulsiona o Monero
Lançado em 2014, o Monero permanece entre as criptomoedas mais antigas ainda em uso relevante, diferente do Bitcoin, a rede torna todas as transações privadas por padrão.
Assim, o rastreamento se torna praticamente inviável, além disso, o XMR superou o antigo pico de US$ 542, registrado em 2018.
O movimento indica uma mudança clara de percepção no mercado. Investidores passaram a tratar a privacidade como um ativo estratégico.
Riccardo Spagni, ex-mantenedor do projeto, resume esse cenário.
“Existe uma mudança global no reconhecimento de que a privacidade é crítica para indivíduos e para a civilização”, afirmou.
Portanto, a alta do Monero não ocorre de forma isolada, ela acompanha um debate mais amplo sobre os limites da vigilância financeira.
Como o Monero garante transações privadas
O protocolo do Monero utiliza assinaturas em anel, na prática, cada transação se mistura com outras saídas falsas. Dessa forma, observadores veem vários remetentes possíveis, sem identificar o verdadeiro.
Por isso, defensores comparam o Monero ao uso do dinheiro físico. Além disso, a tecnologia protege usuários contra espionagem, censura e ataques direcionados.
Pressão regulatória e usos controversos
Entretanto, o avanço do Monero ocorre sob forte reação regulatória, governos associam o XMR a crimes financeiros e atividades ilícitas.
Em 2024, autoridades japonesas prenderam 18 pessoas por lavagem de dinheiro com Monero. Nos Estados Unidos, investigadores também citaram o ativo em um caso envolvendo tecnologia nuclear.
Além disso, marketplaces da dark web utilizam o XMR como principal meio de pagamento. Esse histórico intensifica a pressão por restrições, Dubai proibiu tokens de privacidade a partir de 2026. Já a União Europeia vetará a listagem do Monero em corretoras em 2027.
Apesar disso, o interesse institucional cresce, gestoras e desenvolvedores defendem a privacidade como requisito essencial para adoção em larga escala.
O recorde histórico do Monero vai além da especulação. Ele reflete uma reação direta ao avanço da vigilância financeira global. Mesmo sob pressão regulatória, a demanda por privacidade segue firme.
