- NYSE já listou o ETF de Bitcoin da Morgan Stanley sob o ticker MSBT
- Banco controla rede com 16.000 assessores e US$ 6,2 trilhões
- Lançamento pode acontecer “a qualquer momento”, segundo analista
O ETF de Bitcoin da Morgan Stanley pode estrear nos próximos dias.
O sinal veio após a NYSE anunciar oficialmente a listagem do fundo, indicando lançamento iminente.
Listagem na bolsa acelera expectativa de estreia
A Bolsa de Nova York confirmou a listagem do Morgan Stanley Bitcoin Trust. O fundo será negociado na NYSE Arca com o ticker MSBT.
Segundo Eric Balchunas, analista sênior da Bloomberg, esse movimento costuma anteceder o lançamento.
“Tipicamente, isso significa que o produto está prestes a estrear”, afirmou.
Além disso, o banco enviou uma versão atualizada do formulário S-1 à SEC na semana passada, por isso, o processo regulatório parece estar na fase final.
Morgan Stanley entrou com o pedido inicial em janeiro. Entretanto, a rápida atualização recente sugere ajustes finais antes da liberação.
Primeiro grande banco a entrar com ETF próprio
A entrada do Morgan Stanley marca uma mudança relevante no mercado, o banco será o primeiro grande banco a lançar um ETF spot de Bitcoin.
Balchunas destacou o peso institucional da iniciativa.
“Não é qualquer banco. É um gigante com a maior rede de assessores financeiros”, disse.
A instituição conta com cerca de 16.000 assessores. Juntos, eles administram aproximadamente US$ 6,2 trilhões, portanto, o potencial de distribuição do produto é significativo.
Além disso, o banco já permite acesso a ETFs de Bitcoin desde 2024. Desde então, ampliou gradualmente a oferta aos clientes.
Adoção ainda está no início entre assessores
Apesar do avanço, a adoção ainda engatinha entre profissionais financeiros. Segundo Amy Oldenburg, chefe de estratégia digital do banco, o movimento segue inicial.
Atualmente, cerca de 80% das negociações de ETFs ocorrem por investidores autônomos. Ou seja, clientes que operam sem assessoria direta.
Por outro lado, os assessores ainda avaliam como encaixar cripto em portfólios tradicionais, portanto, o crescimento tende a ser gradual.
Enquanto isso, concorrentes como BlackRock e Fidelity já captaram bilhões com seus ETFs. Ainda assim, a entrada do Morgan Stanley pode ampliar o alcance institucional.
Impacto pode acelerar nova fase do mercado
O possível lançamento reforça a institucionalização do Bitcoin. Além disso, amplia o acesso ao ativo dentro do sistema financeiro tradicional.
Com uma base massiva de clientes e assessores, o banco pode impulsionar a demanda, por isso, o ETF pode marcar uma nova etapa na adoção.
Se confirmado, o movimento consolida a presença de grandes instituições no setor. E, consequentemente, fortalece o Bitcoin como ativo global.
