- ETFs de XRP acumulam US$ 1,41 bilhão em entradas desde novembro de 2025
- Bitwise lidera com US$ 462 milhões e 32,8% do fluxo total do segmento
- Fundos retiram 905 milhões de XRP do mercado e apertam oferta líquida
Os ETFs à vista de xrp nos Estados Unidos completam seis meses de operação com números que reorganizam o tabuleiro institucional do token da Ripple. Desde a estreia em novembro de 2025, os fundos somam US$ 1,41 bilhão em entradas líquidas acumuladas e administram cerca de US$ 1,12 bilhão em ativos. No total, 904,76 milhões de XRP estão custodiados por esses produtos uma fatia que sai diariamente do float disponível em corretoras.
O detalhe importa porque o XRP é negociado em US$ 1,33, com supply circulante de 61,85 bilhões. A retirada de quase 905 milhões de unidades parece modesta em termos percentuais, mas concentra demanda recorrente do lado comprador. Cada nova entrada nos ETFs força o gestor a comprar XRP no mercado aberto e travar em custódia.
Bitwise domina corrida entre três emissores
O Bitwise XRP ETF, listado sob o ticker XRP, lidera o segmento com US$ 337,71 milhões em patrimônio líquido e US$ 462,24 milhões em entradas acumuladas. A fatia equivale a 32,8% do dinheiro que entrou em todos os ETFs do ativo desde novembro. O posicionamento da Bitwise como gestora nativa em cripto ajuda a explicar a tração o emissor já havia capturado fluxo relevante nos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
O Canary XRP ETF administra US$ 290,41 milhões e acumula US$ 452,03 milhões em entradas, equivalente a 32,1% do total. O fundo mantém aproximadamente 218,4 milhões de XRP em custódia. O Franklin XRP ETF, da Franklin Templeton, soma US$ 276,43 milhões em ativos e US$ 390,04 milhões captados.
A distribuição é mais equilibrada do que a vista nos ETFs de Bitcoin, em que a BlackRock concentra quase metade dos ativos. Nenhum dos três emissores ultrapassa 35% do mercado de XRP, o que indica que a disputa pela liderança ainda está aberta.
Trajetória volátil em 2026
O lançamento bateu recordes. Em novembro de 2025, mês de estreia, os fundos captaram mais de US$ 666 milhões, e o ano fechou com US$ 1,17 bilhão em entradas líquidas. Janeiro trouxe desaceleração, com US$ 15,59 milhões captados e saídas de US$ 93 milhões entre 23 e 30.
Fevereiro estabilizou em US$ 58,09 milhões positivos, mas março registrou US$ 31,16 milhões em saídas líquidas, derrubando o patrimônio total para abaixo de US$ 950 milhões. A reversão começou em abril, com US$ 81,59 milhões, e maio já registra US$ 118,29 milhões em entradas. Os fundos somam fluxo positivo em treze dos últimos quinze pregões.
Impacto no mercado brasileiro
Para o investidor local, o movimento pesa de duas formas. Primeiro, valida o XRP como ativo institucional, enquanto a CVM ainda restringe ETFs cripto da B3 a Bitcoin, Ethereum e cestas. Segundo, abre precedente para que o Japão acelere seu próprio ETF de XRP, ampliando a base de demanda global em jurisdições com horário comercial complementar ao americano.
A leitura técnica também merece atenção. A liquidez do par XRP nas corretoras vem caindo desde abril, com indicadores apontando que o livro de ofertas na Binance opera próximo de zero em alguns pregões. Quando ETFs absorvem oferta enquanto a liquidez à vista encolhe, o resultado típico é amplificação de movimentos para cima ou para baixo. Vale lembrar que o capital institucional já começou a rotacionar de Bitcoin para XRP e HYPE nas últimas semanas, o que ajuda a explicar a aceleração das entradas em maio.
