Ethereum emite 5x menos que Bitcoin após o Merge, mas debate sobre “dinheiro forte” continua

Ethereum emite 5x menos que Bitcoin após o Merge, mas debate sobre “dinheiro forte” continua
  • ETH cresce apenas +0,24% ao ano desde o Merge.
  • BTC mantém emissão em torno de +1,25% ao ano.
  • Diferença reacende debate sobre política monetária e escassez.

O Ethereum passou a emitir menos que o Bitcoin após o Merge, hoje, a rede registra inflação anual de cerca de 0,24%, enquanto o Bitcoin segue próximo de 1,25%.

Por isso, investidores discutem se o ETH já possui uma política monetária mais rígida.

Ethereum reduz emissão e muda narrativa no mercado

Desde a atualização conhecida como Merge, o Ethereum alterou sua dinâmica de emissão. Além disso, a rede passou a queimar taxas com o mecanismo EIP-1559. Como resultado, a oferta líquida caiu de forma significativa.

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Em períodos de alta atividade, o Ethereum pode até se tornar deflacionário, entretanto, essa condição depende diretamente do uso da rede. Ou seja, quanto mais transações, maior a queima de tokens.

Suply Ethereum – Taxa de inflação da rede 1 ano – Fonte: ultrasoundmoney

Por outro lado, o Bitcoin mantém um modelo fixo, sua emissão segue previsível e reduz pela metade a cada quatro anos. Portanto, sua política monetária não depende da demanda.

Inflação do Bitcoin para o próximos 12 meses – Fonte: casebitcoin

Segundo analistas, essa diferença é central. O Ethereum se destaca por ser programável e adaptável, com uma política monetária que responde às condições de uso da rede.

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Por outro lado, o Bitcoin mantém um modelo previsível por design, com regras fixas e emissão previamente definida.

Mercado avalia impacto na narrativa de valor

A menor inflação do Ethereum chama atenção, no entanto, investidores institucionais ainda priorizam previsibilidade. Por isso, o Bitcoin continua dominante como reserva de valor.

Além disso, o ETH enfrenta maior complexidade, sua política depende de staking, taxas e atualizações futuras. Isso pode gerar incertezas em cenários de baixa atividade.

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Por outro lado, o modelo dinâmico também traz vantagens, em momentos de alta demanda, a oferta pode diminuir. Assim, o ativo ganha características deflacionárias.

Esse contraste influencia o preço, embora os dados favoreçam o Ethereum no curto prazo, o mercado ainda valoriza a simplicidade do Bitcoin.

O Ethereum apresenta hoje uma inflação menor que a do Bitcoin, ainda assim, a disputa vai além dos números.

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Enquanto o BTC oferece previsibilidade absoluta, o ETH aposta em um modelo adaptável, nos próximos ciclos, o mercado decidirá qual abordagem será dominante.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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