Exchange OKX retira pedido de licença de Hong Kong

Por Clara Ventura
Foto: Dall-e 3

A OKX, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, anunciou a retirada de seu pedido de fornecimento de serviços de ativos digitais em Hong Kong. A empresa comunicou a decisão em seu site oficial, explicando que após uma análise cuidadosa de sua estratégia de negócios, optou por não seguir adiante com o pedido de licença VASP (Virtual Asset Service Provider).

A exchange, que ocupa a terceira posição em volume negociado de criptomoedas, de acordo com dados da CoinGecko, informou que cessará a oferta de serviços centralizados de negociação de ativos virtuais no território até 31 de maio. Após essa data, os clientes poderão apenas sacar seus fundos, interrompendo todas as outras operações de negociação na plataforma.

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Esta decisão da OKX não é um caso isolado. Isso porque no início deste mês, várias outras empresas também retiraram seus pedidos de licenciamento junto à Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong (SFC). Entre essas empresas está a Huobi Hong Kong, uma subsidiária da HTX sediada em Hong Kong, que também optou por desistir de seu pedido de licença.

OKX e outras exchanges desistem de operar em Hong Kong

Enquanto isso, outras grandes exchanges de criptomoedas, como Crypto.com e Bullish, proprietária da CoinDesk, estão com suas licenças ainda em fase de revisão pelo regulador. Até o momento, o SFC aprovou apenas duas plataformas de criptomoedas, sendo a última aprovação realizada em 2022.

A retirada de pedidos por parte de grandes players do mercado levanta questões sobre os desafios e requisitos regulatórios em Hong Kong. A decisão da OKX e de outras empresas pode refletir preocupações com as exigências regulatórias ou mudanças estratégicas nas operações globais dessas companhias.

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O mercado de criptomoedas em Hong Kong está passando por um período de ajustes. Afinal, as autoridades locais estão intensificando a supervisão e regulamentação do setor.

De acordo com o comunicado, a OKX, em particular, seguirá concentrando seus esforços em outros mercados. Enquanto isso, os clientes afetados pela mudança terão um período para sacar seus fundos da plataforma.

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Clara Ventura é uma jornalista com quatro anos de experiência em cobertura de Bitcoin, criptomoedas, tecnologia blockchain e Web3. Graduada em Jornalismo e com pós-graduação em Jornalismo Digital, Clara combina sua paixão pelo mundo das criptomoedas com habilidades jornalísticas para produzir reportagens relevantes para um público amplo e diversificado.
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