HYPE dispara 11,6% a US$ 76,90 e vira 10ª maior cripto do mundo

  • HYPE sobe 11,6% em 24 horas e atinge novo topo histórico de US$ 76,90
  • Hyperliquid liquida US$ 11,5 milhões em posições vendidas no rali do token
  • Capitalização aproxima-se de US$ 17 bilhões e coloca HYPE entre as 10 maiores

O HYPE, token nativo da exchange descentralizada Hyperliquid, alcançou um novo recorde histórico nesta segunda-feira (16). O ativo subiu 11,6% em 24 horas e tocou US$ 76,90 às 10h01 no horário de Brasília, segundo dados compilados pela própria corretora. O movimento consolidou ganho semanal próximo de 22%.

A escalada vem na esteira de uma recuperação acelerada. Poucos dias antes, o token havia despencado para a região de US$ 53, arrastado por uma onda de vendas que também levou o Bitcoin a flertar com os US$ 61 mil. A virada começou na sexta-feira passada, quando rumores de uma negociação entre Estados Unidos e Irã reanimaram o apetite por risco.

Liquidações castigam vendidos em US$ 11,5 milhões

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A escalada esmagou quem apostava na queda. Cerca de US$ 11,5 milhões em posições short foram liquidados nas últimas 24 horas, contra pouco mais de US$ 1 milhão em posições compradas. O desequilíbrio caracteriza o que operadores chamam de short squeeze — a fila de vendidos forçados a recomprar acelera ainda mais o preço.

Com o novo topo, a capitalização de mercado do HYPE encostou em US$ 17 bilhões. O salto colocou o ativo na 10ª posição entre as maiores criptomoedas do mundo, ultrapassando rivais consolidados em ecossistemas DeFi. Para efeito de comparação, o Cardano (ADA), atualmente cotado a US$ 0,17, cai 7,3% nas últimas 24 horas e perde tração na disputa pelo top 10.

Estreia da SpaceX impulsiona volume em perpétuos

Além disso, parte do entusiasmo vem da forma como a Hyperliquid se posicionou durante o IPO da SpaceX (SPCX). O analista Robert Sagurton destacou em publicação no X que mercados tradicionais à vista enfrentaram fricção de liquidez, pedidos não executados e travas pós-IPO, enquanto os perpétuos pré-mercado da Hyperliquid ofereceram execução fluida.

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“Os mercados não-perp foram bagunçados — devolução de recursos por falta de execução, volume menor, preços fora do mercado e liquidez travada. Já quem operou apenas perpétuos no pré-mercado teve experiência excelente”, afirmou Sagurton. A vitrine rendeu menções da plataforma na CNBC nos dias seguintes. No Brasil, a corrida pelos derivativos da SpaceX também movimentou exchanges centralizadas, com a Binance abocanhando 60% do volume do segmento.

Unlocks bilionários ameaçam ritmo das recompras

Assim, apesar do otimismo do gráfico, há um alerta estrutural sobre o horizonte. O analista Simononchain, da Delphi Digital, escreveu no X que o Assistance Fund da Hyperliquid — tesouro que usa receita de taxas para recomprar HYPE no mercado aberto — não tem porte suficiente para absorver toda a oferta que entrará em circulação nos próximos meses.

O problema está nos chamados unlocks de tokens destinados a contribuidores-chave do projeto. Mesmo com a corretora deslocando milhões de dólares por dia em recompras, o volume das liberações programadas tende a superar a demanda criada pelo fundo. Quando isso ocorre, a pressão vendedora tende a se sobrepor ao efeito comprador automático.

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Assim, o dilema não é novo no setor cripto. Projetos como Aptos, Sui e Arbitrum já enfrentaram derretimento de preço em janelas de unlock, mesmo com fundamentos sólidos. Para o investidor brasileiro exposto a altcoins, vale acompanhar o calendário de desbloqueios divulgado pela própria documentação oficial da Hyperliquid antes de montar posição alavancada.

Bitcoin recua enquanto altcoins perdem tração

O salto do HYPE contrasta com o resto do mercado. O Bitcoin opera nesta segunda em US$ 65.645, com queda de 1,4% em 24 horas. O Ethereum recua 2% e é negociado a US$ 1.779,38, enquanto o XRP cede 2,5% a US$ 1,21. Em meio à fraqueza generalizada, o token da Hyperliquid funciona como o principal outlier de força entre os ativos do top 20. O movimento reforça a tese de que a narrativa em torno dos perpétuos da SpaceX sustenta a precificação do ativo no curtíssimo prazo.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.
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