- Volume das CEX caiu 39% no trimestre e somou US$ 2,7 trilhões.
- Março registrou US$ 800 bilhões, pior nível desde novembro de 2023.
- Market cap recuou mais de 20% e Bitcoin caiu 22% no período.
O mercado de criptomoedas entrou em um “inverno sustentado” no primeiro trimestre de 2026.
Segundo a CoinGecko, a forte queda nos volumes de negociação e na capitalização indica perda de fôlego após o pico recente.
Queda nos volumes confirma enfraquecimento do mercado
Os dados mostram um recuo expressivo na atividade das exchanges centralizadas. O volume total caiu de US$ 4,5 trilhões no quarto trimestre de 2025 para US$ 2,7 trilhões.
Além disso, janeiro e fevereiro mantiveram média mensal de US$ 1 trilhão, entretanto, março quebrou essa estabilidade. O mês somou apenas US$ 800 bilhões, o pior resultado desde novembro de 2023.
A CoinGecko destacou que março foi o “mês mais fraco”. Por isso, o dado reforça a desaceleração do mercado.
Além do volume total, a atividade diária também caiu. A média ficou em US$ 117,8 bilhões. Isso representa queda de 27% frente ao trimestre anterior.
Entre as maiores exchanges, todas registraram perdas. A HTX liderou as quedas, com recuo de 55% e volume de US$ 133,6 bilhões.
Pressões macro e política monetária pesam no setor
O cenário externo agravou a situação. A CoinGecko apontou que “o momentum de baixa do fim de 2025 colidiu com a instabilidade geopolítica global”.
Além disso, tensões envolvendo conflitos no Oriente Médio aumentaram a aversão ao risco. Isso pressionou ativos digitais e tradicionais.
Outro fator relevante foi a política monetária dos Estados Unidos. A indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve sinalizou possível postura mais rígida.
Portanto, o mercado passou a precificar juros mais altos por mais tempo. Esse cenário reduz liquidez e afeta ativos de risco, como criptomoedas.
O Bitcoin também sentiu o impacto, a criptomoeda caiu 22% no trimestre. Mesmo assim, o desempenho ficou abaixo de índices como Nasdaq (-7,1%) e S&P 500 (-4,8%).
Perspectivas ainda incertas para o mercado
O enfraquecimento dos volumes sugere cautela dos investidores. Além disso, a queda na liquidez pode aumentar a volatilidade nos próximos meses.
Entretanto, ciclos de baixa já ocorreram antes no mercado cripto. Por isso, parte dos analistas vê o movimento como fase de ajuste.
Ainda assim, o cenário macro continuará decisivo. Juros, inflação e riscos geopolíticos devem guiar o próximo movimento do setor.
No curto prazo, a recuperação dependerá da volta do apetite por risco. Até lá, o mercado segue em compasso de espera.
