Oferta de stablecoins atinge recorde de US$ 315 bilhões no 1º trimestre com USDC em alta e USDT em queda

Oferta de stablecoins atinge recorde de US$ 315 bilhões no 1º trimestre com USDC em alta e USDT em queda
  • A oferta total de stablecoins cresceu US$ 8 bilhões no primeiro trimestre de 2025, atingindo o recorde histórico de US$ 315 bilhões
  • Bots responderam por 76% do volume de transações com stablecoins, enquanto transferências do varejo caíram 16%, a maior queda já registrada
  • USDC cresceu US$ 2 bilhões no trimestre enquanto USDT recuou US$ 3 bilhões, na maior divergência entre as duas stablecoins desde 2022

O fornecimento total de stablecoins atingiu US$ 315 bilhões no primeiro trimestre de 2025, novo recorde histórico, segundo dados da CEX.io. O crescimento representa aproximadamente US$ 8 bilhões a mais em relação ao quarto trimestre de 2024. O ritmo foi o mais lento desde o quarto trimestre de 2023, mas ocorreu justamente enquanto o mercado cripto mais amplo recuava. A combinação de expansão e ambiente adverso indica uma migração deliberada de capital para ativos de menor volatilidade.

As stablecoins responderam por 75% do volume total de negociação de criptomoedas no trimestre, o maior percentual já registrado, acima do pico de 2022. Investidores usaram esses ativos como estratégia defensiva diante da queda dos preços. O volume total de transações com stablecoins ultrapassou US$ 28 trilhões, consolidando esses ativos como a principal camada de liquidez do mercado digital. Nos últimos anos, o volume movimentado por stablecoins já superou o das redes Visa e Mastercard somadas.

A participação das stablecoins no volume total de negociação de ativos digitais ultrapassou seu pico de 2022. Fonte: CEX.io

Bots dominam transações enquanto varejo recua

A composição das transações, no entanto, aponta para uma mudança estrutural. As transferências de pequeno valor associadas a usuários individuais, caíram 16% no primeiro trimestre, a maior queda já registrada. Em contraste, a atividade automatizada disparou, com bots respondendo por cerca de 76% de todo o volume de transações com stablecoins no período.

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O cenário indica que uma parcela crescente do uso de stablecoins está ligada a operações algorítmicas, arbitragem e provisão de liquidez, não à demanda do varejo. A automação elevada pode refletir participação institucional mais sofisticada ou a atuação de criadores de mercado no ecossistema. Por outro lado, também sinaliza enfraquecimento da demanda orgânica em condições de mercado bearish. De acordo com levantamento recente, o contraste entre volumes brutos e atividade real de usuários revela uma dinâmica mais complexa do que os números de superfície indicam.

USDC avança enquanto USDT registra queda inédita desde 2022

O relatório da CEX.io destaca uma divergência crescente entre os dois maiores emissores de stablecoins. O USDC, da Circle, cresceu cerca de US$ 2 bilhões no primeiro trimestre. Já o USDT, da Tether, recuou aproximadamente US$ 3 bilhões no mesmo período. Trata-se da primeira separação relevante entre as duas stablecoins desde o segundo trimestre de 2022, quando o mercado vivia um bear market.

A tendência reforça dados anteriores que apontavam aumento na atividade de transferências do USDC em fevereiro, com maior participação em operações de trading e transações on-chain. O USDC avança na categoria de operações financeiras, que engloba negociações e transações diretas na blockchain. O movimento ocorre em um momento em que o debate sobre a regulação de stablecoins ganha força em Washington e em outras jurisdições. A distribuição entre redes também muda, com outras blockchains ganhando espaço nas liquidações de stablecoins em relação ao Ethereum.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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