Oobit lança cartão Visa para agentes de IA gastarem USDT

  • Oobit cria cartões Visa para robôs de IA comprarem com USDT
  • Sistema dispensa conversão fiat e opera direto do Tether
  • CEOs preveem bilhões de agentes transacionando onchain

A startup de carteiras cripto Oobit desenvolveu um sistema que permite a agentes de inteligência artificial realizar compras online usando USDT sem qualquer supervisão humana. Os cartões virtuais, apoiados pela Visa, recebem fundos diretamente do tesouro da Tether, eliminando a necessidade de conversões entre moedas fiduciárias e cripto.

A tecnologia chega em um momento onde executivos do setor apostam que robôs de IA dominarão o volume de pagamentos blockchain nos próximos anos. Brian Armstrong, CEO da Coinbase, projeta que “em breve haverá mais agentes de IA transacionando online do que humanos”. Jeremy Allaire, da Circle, vai além: prevê “literalmente bilhões de agentes de IA” operando onchain em três a cinco anos.

A Oobit elevou a aposta. Para a empresa, “o próximo trilhão de usuários na internet” serão agentes artificiais.

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Aplicações práticas no mercado cripto

Os Agent Cards funcionam com frameworks de IA como OpenAI, Claude, AutoGen e LangChain. Na prática, um robô pode renovar assinaturas de software, recarregar orçamentos publicitários ou até criar infraestrutura em nuvem às 3h da manhã seguindo um comando programado. Assim, a Alex Obchakevich, conselheiro da Oobit, revelou que os agentes também poderão negociar criptomoedas e ações.

Além disso, cada agente recebe apenas um cartão, garantindo rastreabilidade completa das transações. Limites de gastos e restrições de comerciantes são aplicados diretamente na camada de transação. Assim, os robôs operam exclusivamente dentro do escopo autorizado pela empresa.

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O lançamento inicial contemplou um grupo fechado de empresas fundadoras. Até 30 de junho, a Oobit expandirá gradualmente o acesso a companhias selecionadas. Todas precisam passar por verificação KYB (know-your-business) antes de configurar os cartões para seus agentes.

Impacto brasileiro em pagamentos automatizados

No Brasil, onde o Banco Central debate restrições a stablecoins não regulamentadas, a solução da Oobit adiciona complexidade ao cenário. Empresas brasileiras que utilizam IA para processos automatizados podem se beneficiar da tecnologia, mas enfrentariam desafios regulatórios locais.

Assim, o movimento da Oobit reflete uma tendência maior no setor. A Visaampliou seu programa de stablecoins para múltiplas blockchains, processando US$ 7 bilhões em volume. A integração com agentes de IA representa o próximo passo dessa evolução.

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Para o mercado institucional, a automação completa de pagamentos cripto remove fricções operacionais significativas. Gestores de fundos e empresas de tecnologia podem programar estratégias complexas sem intervir manualmente em cada transação. A ausência de conversão fiat-cripto também reduz custos e tempo de processamento.

Segurança e compliance no novo paradigma

Assim, a Oobit implementou camadas de segurança específicas para o contexto de IA. Além do cartão único por agente, o sistema mantém registros detalhados de auditoria. Cada transação fica vinculada ao agente específico que a executou, criando responsabilização mesmo em processos totalmente automatizados.

Além disso, o suporte direto do tesouro da Tether elimina riscos de liquidez. Como o USDT vem direto da emissora, não há dependência de exchanges ou provedores intermediários. Isso garante disponibilidade constante de fundos para os agentes operarem.

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A questão do compliance ganha nova dimensão quando robôs realizam transações financeiras. Empresas precisam garantir que seus agentes sigam regulamentações locais e internacionais, mesmo operando autonomamente. O sistema da Oobit oferece ferramentas para isso, mas a responsabilidade final permanece com as organizações.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.
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