O Bitcoin (BTC) voltou aos holofotes nesta semana ao ultrapassar a marca de US$ 100 mil, fechando em US$ 102 mil na segunda-feira. Esse movimento foi impulsionado pelo anúncio da renúncia de Michael S. Barr, vice-presidente de supervisão do Federal Reserve (Fed), que deve deixar o cargo até 28 de fevereiro.
O analista Manish Chhetri, em análise técnica detalhada, destacou que a saída de Barr trouxe alívio ao mercado. “A renúncia de Barr reduz a incerteza sobre possíveis regulações rígidas no setor cripto. Isso, sem dúvida, abriu espaço para o Bitcoin retomar sua trajetória de alta,” afirmou o especialista.
Segundo Chhetri, a saída de Barr, conhecido por sua abordagem rigorosa em relação à integração de bancos e criptomoedas, alimentou um sentimento otimista no mercado. “A mudança no cenário regulatório deu aos investidores mais confiança, especialmente em um momento crítico para o mercado,” explicou.
Um relatório da Bitfinex Alpha 2025 reforça essa visão, apontando que o Bitcoin está robusto, mas alertando sobre possíveis correções no primeiro trimestre. A queda acentuada na liquidez do lado vendedor — medida pela Relação de Inventário de Liquidez, que caiu de 41 meses em outubro para 6,6 meses em janeiro — foi destacada como um sinal de restrição na oferta disponível, acompanhando o forte rally observado no final de 2024.
Bitcoin: Mineração e suporte em US$ 100 mil
A redução na pressão vendedora também está ligada à menor atividade de vendas por parte dos mineradores, conforme dados da CryptoQuant. Após o halving do Bitcoin em abril de 2024, os mineradores têm operado com maior lucratividade e optado por manter suas reservas. “Os mineradores estão em uma posição de lucro confortável e, com o mercado em alta, preferem segurar seus BTC em vez de vendê-los,” pontuou Chhetri.
O analista também prevê que, caso o suporte em US$ 100 mil se mantenha, o Bitcoin poderá retestar sua máxima histórica de US$ 108.353, registrada em dezembro de 2024. Indicadores técnicos, como o Índice de Força Relativa (RSI), que está em 59, e o MACD, que gerou um sinal de compra no domingo, apontam para a continuidade do movimento de alta.
Apesar do otimismo, Chhetri alerta para o risco de uma queda abaixo de US$ 100 mil. “Se o suporte não for sustentado, podemos ver uma retração até o nível de Fibonacci de 38,2%, em torno de US$ 92.493,” explicou.
Com o Bitcoin negociado em torno de US$ 101.300 na terça-feira, os próximos dias serão decisivos para determinar se o mercado seguirá para novos recordes ou enfrentará uma correção mais profunda.
