- Brasil pode impulsionar demanda institucional e fortalecer suporte do Bitcoin
- Volatilidade cresce enquanto o mercado observa avanço do projeto RESBit
- Traders ajustam posições prevendo movimentos fortes no preço do BTC
O Bitcoin mantém negociado em US$ 69,300 mil enquanto investidores observam a movimentação política no Brasil. O país retomou o debate sobre uma possível reserva soberana de 1 milhão de BTC.
O mercado opera com cautela após semanas de forte instabilidade. Mesmo assim, o interesse global pela maior criptomoeda segue alto, especialmente diante de mudanças estruturais planejadas por governos.
Ao longo do último mês, o BTC caiu cerca de 30%. Ainda assim, o preço tenta se consolidar acima de US$ 68 mil, impulsionado pelo apetite institucional crescente.
Além disso, US$ 2,5 bilhões em opções de BTC expiram hoje, o que pode aumentar as oscilações. Investidores já precificam movimentos maiores nas próximas sessões.
Mercado observa derivativos e aumento da volatilidade
Dados recentes mostram que o Bitcoin segue preso entre US$ 65 mil e US$ 73 mil. A Glassnode registra um aumento notável no interesse em aberto, que voltou a 452.000 BTC, muito próximo da máxima do fim de 2025.
Esse avanço indica que traders estão buscando posições mais agressivas. Mesmo com o preço lateral, o mercado de derivativos sugere preparação para mudanças significativas.
A volatilidade implícita das opções de um e três meses subiu cerca de dez pontos. Assim, o mercado espera movimentos expressivos nos próximos dias.
Além disso, o skew de opções saltou de 6% para 18% em apenas um mês. Esse comportamento mostra forte demanda por proteção contra quedas, mesmo com o BTC tentando recuperar terreno.
Brasil reacende proposta de criar reserva de 1 milhão de BTC
Em 13 de fevereiro de 2026, o Congresso brasileiro reapresentou o Projeto de Lei 4501/2024. A iniciativa cria a Reserva Soberana Estratégica de Bitcoin (RESBit), que prevê a compra de até 1 milhão de BTC ao longo de cinco anos.
Segundo o deputado Luiz Gastão, o plano exige um orçamento de US$ 68 bilhões. Ele afirma que a medida reforça a resiliência econômica e a soberania monetária.
O texto prevê ainda o uso do Bitcoin como garantia do Drex, a moeda digital do Banco Central. Assim, o país teria um ativo global para sustentar operações financeiras avançadas.
A proposta amplia versões anteriores ao incluir proteção à auto custódia, privacidade e livre transferência de ativos. Além disso, impede qualquer limitação de envio para carteiras do usuário.
O projeto autoriza instituições públicas a receber BTC por meio de impostos, adquirir ETFs à vista e permitir que estatais comprem e armazenem Bitcoin diretamente.
A administração da reserva ficará com o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Relatórios semestrais ao Congresso garantirão transparência sobre custódia, desempenho e uso dos ativos.
O deputado Gastão afirma que o plano protege o poder de compra da população. Já o deputado Eros Biondini diz que o RESBit reduz riscos de inflação e incentiva inovação.
O movimento brasileiro segue tendência internacional. Alemanha, França e Filipinas estudam reservas de Bitcoin para reforçar soberania e estabilidade.
Com essa nova sinalização, muitos investidores acreditam que a demanda institucional pode ajudar o BTC a buscar novamente a região de US$ 70 mil. Embora o preço siga abaixo da forte resistência de US$ 74 mil, o mercado vê possível renovação de confiança caso o Brasil avance com a lei.
