- Bitcoin pode alcançar US$ 183 mil com base on-chain
- Métrica MVRV sugere novo pico de ciclo em breve
- Baleias acumulam forte, sustentando suporte em US$ 108 mil
O Bitcoin continua sob pressão após cair de sua máxima histórica acima de US$ 124.000 no começo deste mês. Hoje está cotado em US$ 110.219, com uma queda semanal de 2% e mais de 10% abaixo do topo recente.
Mesmo com a correção, analistas seguem de olho nos dados on-chain para tentar prever o próximo movimento do mercado. Os sinais apontam que ainda há espaço para uma valorização explosiva.
MVRV reforça alta no ciclo
Um dos principais indicadores usados hoje é a métrica MVRV (Market Value em Relação ao Valor Realizado). Esse modelo, que tem acompanhado especialistas há anos, já sinalizou pontos de reversão em ciclos passados.
Segundo o analista CryptoOnchain, o posicionamento atual do Bitcoin acima das principais faixas de suporte sugere que a tendência de alta continua, embora a volatilidade possa aumentar a qualquer momento.
As Bandas de Preço MVRV mostraram utilidade em momentos cruciais. Em 2018 e 2022, a banda inferior marcou fundos de ciclo. Já em 2017 e 2021, a banda superior apontou os picos. Agora, o modelo aponta espaço para o Bitcoin alcançar US$ 183.000 em uma nova fase de expansão.
Esse alvo chama atenção porque coincide com as fases de maior euforia histórica nos ciclos anteriores, quando o preço rompeu resistências e atingiu patamares nunca vistos.
Base de custo aponta acúmulo de grandes investidores
Outra análise relevante veio do analista BorisD, também colaborador da CryptoQuant. Ele avaliou a base de custo dos investidores na Binance e identificou um aumento expressivo neste ano.
Segundo os dados, a média de custo de um endereço de depósito subiu de US$ 44.000 para US$ 62.000. Isso mostra que os investidores continuam acumulando, mesmo em zonas de preço mais altas.
As baleias e investidores que compram em larga escala, possuem atualmente uma base média de US$ 108.000, emergindo como um forte nível de suporte. Caso a demanda persista, esse patamar pode sustentar a próxima fase de valorização.
Enquanto isso, carteiras ligadas a mineradores reduziram levemente seus custos médios de US$ 58.000 para US$ 54.000, sugerindo pressão de venda moderada. Ainda assim, os detentores de longo prazo permanecem firmes, com base próxima de US$ 40.000, considerada uma zona histórica de acumulação.
Ainda mais, esse comportamento reforça a tese de que o Bitcoin pode estar se preparando para um novo pico de ciclo. Os sinais on-chain indicam que, apesar da volatilidade, a próxima parada pode realmente ser os tão comentados US$ 183.000.