Riot Platforms vende 3.778 Bitcoin e aposta na infraestrutura de IA

Riot Platforms vende 3.778 Bitcoin e aposta na infraestrutura de IA
  • A Riot Platforms vendeu 3.778 BTC no Q1 2026, volume 2,6 vezes superior à produção trimestral de 1.473 BTC, encerrando o período com 15.680 BTC em tesouraria
  • A empresa firmou contrato de dez anos com a Advanced Micro Devices para fornecimento de até 200 MW de capacidade, com receita projetada de US$ 311 milhões
  • O custo total de energia recuou 21%, para 3,0 centavos por kWh, enquanto o hash rate implantado cresceu 26%, para 42,5 exahashes por segundo

A Riot Platforms vendeu 3.778 Bitcoin no primeiro trimestre de 2026 e arrecadou US$ 289,5 milhões em caixa. O volume supera em 2,6 vezes a produção trimestral da empresa, que ficou em 1.473 BTC. A operação indica uma redução deliberada de reservas em tesouraria, não uma simples realização de lucro rotineiro. Ao fim do trimestre, a companhia registrava 15.680 BTC, queda de 18% em relação às 18.005 unidades que constavam no balanço de dezembro de 2025.

A firma de análise de blockchain Arkham Intelligence detectou ainda uma saída adicional de 500 BTC de uma carteira vinculada à Riot após o encerramento do período reportado. O dado sugere que as liquidações continuaram além do Q1. Isso amplia o escopo da operação e evidencia que a empresa realoca capital de forma contínua para financiar sua nova direção estratégica.

Pivô para inteligência artificial e computação HPC

O desequilíbrio entre produção e vendas reflete uma mudança estrutural no modelo de negócios. A Riot acelera a expansão em inteligência artificial e computação de alto desempenho (HPC), reduzindo sua dependência exclusiva da mineração de Bitcoin. A companhia busca contratos de infraestrutura de longo prazo para monetizar ativos de energia e a estrutura física de seus data centers.

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Em janeiro, a empresa vendeu 1.080 BTC para financiar a compra de 200 acres em Rockdale, no Texas. No mesmo período, firmou um contrato de dez anos com a Advanced Micro Devices para fornecer 25 megawatts de capacidade, com opção de expansão para 200 MW. O acordo projeta cerca de US$ 311 milhões em receita contratual ao longo do prazo inicial. De acordo com informações divulgadas pela companhia, a transação inaugura uma nova fase operacional para o negócio.

Métricas operacionais seguem sólidas

Os indicadores operacionais contradizem qualquer leitura de dificuldade financeira. A Riot reduziu seu custo total de energia para 3,0 centavos por kilowatt-hora, recuo de 21% ante o ano anterior. O hash rate implantado cresceu 26%, chegando a 42,5 exahashes por segundo, e o hash rate operacional médio subiu 23%, para 36,4 EH/s.

A empresa também gerou US$ 21 milhões em créditos de energia no trimestre, mais do que o dobro do período equivalente de 2025, via participação em programas de serviços de rede. Esses números reforçam que a venda de BTC opera como alavanca de financiamento estratégico, não como resposta a pressões de caixa.

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O movimento da Riot acompanha uma tendência que se alastra pelo setor. A MARA Holdings, a Genius Group e a Nakamoto Holdings somaram a venda de mais de 15.000 BTC nos últimos dias. O Butão também reduziu suas reservas, liquidando 3.103 BTC. Pressões sobre margens, impulsionadas por custos crescentes de energia ligados a tensões geopolíticas, levam mineradores de todo o mundo a mobilizar reservas para financiar diversificação. Esse fenômeno ganha contornos mais claros em análises sobre o Bitcoin como ativo estratégico, enquanto o setor redefine o papel da criptomoeda no balanço das empresas.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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