RLUSD vai multichain via Wormhole e amplia liquidez institucional

  • RLUSD passa a circular nativamente via Native Token Transfers da Wormhole
  • Stablecoin da Ripple já soma US$ 1,73 bilhões em circulação com reserva de US$ 1,83 bi
  • Optimism, Base, Ink, Unichain e XRPL EVM entram como redes-alvo

A Ripple ampliou o alcance da sua stablecoin RLUSD ao integrá-la ao padrão Native Token Transfers (NTT) da Wormhole. O anúncio, feito em 4 de junho via X, habilita o token lastreado em dólar a circular nativamente entre múltiplas blockchains sem depender de versões empacotadas. A mudança mira pagamentos transfronteiriços, tokenização e fluxos de liquidez para clientes institucionais.

Na prática, a integração resolve um dos pontos mais sensíveis para tesourarias corporativas que operam em mais de uma rede: o risco de fragmentação. Pelo modelo NTT, o emissor mantém controle direto sobre metadados, atualizações, limites de emissão e contabilidade de oferta entre cadeias. É o mesmo padrão que, segundo a Wormhole, já suporta mais de 100 ativos distribuídos em mais de 40 redes.

A RLUSD nasceu no XRP Ledger e na Ethereum e agora avança para uma segunda fase, com presença prevista em Optimism, Base, Ink, Unichain e na XRPL EVM Sidechain. Em paralelo, a Wanchain havia integrado o ativo à sua arquitetura de bridges, conectando XRPL, Ethereum, Cardano e a própria Wanchain.

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RLUSD chega a US$ 1,73 bilhão em circulação

Lançada em dezembro de 2024, a stablecoin acumula crescimento acelerado. O relatório de transparência da Ripple aponta US$ 1,731 bilhão em circulação até 28 de maio, com reservas de US$ 1,833 bilhão. A folga entre passivo e lastro é o tipo de detalhe que reguladores como o NYDFS, responsável pela licença de emissão do token, observam de perto.

O movimento se soma a uma agenda estratégica mais ampla da Ripple no segmento de dólares digitais. Em maio, a Mastercard incluiu RLUSD no rol de stablecoins aceitas para liquidação de transações de cartão, junto de USDC e PYUSD. A leitura é direta, a Ripple quer disputar o mercado de pagamentos institucionais hoje dominado pela Tether e pela Circle.

A declaração oficial da empresa reforça o foco em compliance.

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“Através do NTT da Wormhole, o RLUSD pode se mover nativamente entre múltiplos ecossistemas blockchain, suportando pagamentos transfronteiriços, on/off-ramps institucionais e casos de uso de tokenização”, afirmou a Ripple em publicação no X.

Disputa com USDC e Tether entra em nova fase

O timing da expansão multichain não é casual. Com o avanço do CLARITY Act nos Estados Unidos e o aumento da pressão regulatória sobre emissores offshore, stablecoins compliance-first como RLUSD, USDC e PYUSD ganham terreno entre bancos, fintechs e provedores de tokenização de ativos do mundo real. A Ripple aposta que a combinação “USD-backed, compliant, multichain” é o pacote que abre portas em mesas institucionais.

Há ainda um efeito colateral para o XRP, negociado a US$ 1,14 (R$ 5,87). Parte do mercado interpretou o lançamento da RLUSD como concorrência ao token nativo da Ripple. A leitura mais corrente entre analistas, porém, é oposta, a stablecoin alimenta a infraestrutura de pagamentos da empresa e, ao multiplicar pontos de presença, expande indiretamente o alcance comercial do XRPL. Quem defende essa visão argumenta que RLUSD não enfraquece o XRP, e sim atrai instituições para o ecossistema.

Reflexo em exchanges brasileiras depende do Banco Central

No Brasil, a chegada de uma stablecoin lastreada em dólar com presença em Base, Optimism e XRPL EVM tende a interessar fintechs que operam remessas e tesourarias dolarizadas. A janela, contudo, depende do marco regulatório em construção pelo Banco Central, que já exige auditoria independente das exchanges e prepara regras específicas para ativos referenciados em moeda estrangeira.

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Enquanto isso, a corrida pela liquidação institucional segue. A Visa testa stablecoin própria na rede Canton, a Mastercard ampliou suporte a dólares digitais e bancos de Wall Street avançam em projetos de tokenização. O movimento da Ripple coloca a RLUSD no centro dessa infraestrutura, com a Wormhole funcionando como o trilho que conecta as pontas.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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