Solana perde US$ 70 e média móvel indica mais queda

  • SOL perde suporte de US$ 70 após rejeição em US$ 76
  • Baleia amplia short alavancado a 20x para 624.680 SOL
  • Long/Short Ratio acima de 3,0 mostra varejo apostando em rebote

A Solana emendou o quarto pregão consecutivo de queda e voltou a operar abaixo de uma linha psicológica importante. O token SOL tentou reagir na semana passada, saltando de US$ 63 para US$ 76, mas a recuperação perdeu fôlego rápido e os vendedores reassumiram o controle do gráfico diário.

No momento desta publicação, o ativo é negociado a US$ 68,78, equivalente a R$ 355,76, com baixa de 0,4% nas últimas 24 horas. A perda do suporte de US$ 70 foi acompanhada por uma mínima em US$ 68, devolvendo praticamente todo o ganho do rali anterior.

A divergência entre capitalização e volume reforça o tom defensivo. O market cap recuou 1,4%, enquanto o volume negociado avançou 3% no mesmo intervalo. O comportamento sugere que mais traders estão se desfazendo de posições do que abrindo novas — sinal clássico de pressão vendedora dominante.

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Médias móveis e DMI confirmam viés baixista

No diário, a Solana perdeu a média móvel de 9 dias, situada em US$ 71, e também rompeu o cruzamento de médias na região de US$ 70. A combinação reforça a leitura de que o curtíssimo prazo está nas mãos dos vendedores.

O Índice Direcional de Movimento (DMI) corrobora o cenário. O +DI recuou para 19, enquanto o -DI subiu para 26. O ADX, que mede a força da tendência, avançou para 27 — patamar a partir do qual analistas técnicos consideram a tendência consolidada. Em conjunto, os três indicadores apontam para continuidade do movimento de baixa.

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O contexto não é exclusivo do SOL. Bitcoin opera a US$ 62.298 e Ethereum a US$ 1.656,12, ambos em leve queda, em um pregão que vê ADA cair 4,5% e ATOM perder 6,5%. A correção generalizada nas altcoins pesa sobre qualquer tentativa isolada de recuperação da Solana.

Baleia mantém short de 624 mil SOL mesmo no prejuízo

Além disso, o movimento mais comentado da sessão veio do mercado de derivativos. Segundo dados divulgados pela Onchain Lens no X, uma baleia ampliou uma posição vendida alavancada em 20x para 624.680 SOL, equivalente a aproximadamente US$ 43,4 milhões.

A operação acumula prejuízo flutuante de US$ 4,5 milhões, mas o investidor optou por não realizar a perda. A leitura é de convicção em queda adicional. O caso reforça uma tendência já registrada pelo BitNotícias no início do mês, quando outra baleia abriu short de US$ 38 milhões em SOL com a mesma alavancagem agressiva.

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O comportamento do varejo, porém, vai na direção oposta. O Long/Short Ratio superou 3,0 na Binance e ficou perto de 2,6 na OKX. A leitura indica que pequenos traders seguem comprados, apostando em rebote técnico a partir da região atual. O mercado fica dividido entre quem opera grande volume vendido e a massa posicionada para a alta.

Alavancagem coloca US$ 68 e US$ 76 no radar

Assim, os números de liquidação reforçam a importância dessas duas faixas. A Liquidação Cumulativa de Shorts chegou a US$ 128 milhões, com o nível-chave em US$ 76 — patamar onde uma onda de recompras forçadas poderia destravar o caminho até US$ 80.

Do outro lado, a Liquidação Cumulativa de Longs soma US$ 80 milhões, concentrada em US$ 68. Um rompimento abaixo desse piso aciona stop loss em cadeia e abre espaço para teste em US$ 66. Se a pressão persistir, US$ 63 volta ao mapa como suporte relevante.

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Para o investidor brasileiro, o cenário tem implicação prática. Plataformas locais como Mercado Bitcoin e Binance Brasil já registram redução na liquidez de pares SOL/BRL em janelas de alta volatilidade — o que tende a ampliar o spread justamente quando o preço se aproxima dos níveis de liquidação. A entrada da MoneyGram como validadora da rede reforça a tese fundamentalista de longo prazo, mas não muda o quadro técnico de curto.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.
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