- Solana sustenta liderança no DeFi apesar da pressão no preço
- Tendência de curto prazo segue fraca, mas liquidez permanece alta
- Consolidação ampla indica potencial de alta no longo prazo
A Solana mantém um ritmo forte no setor DeFi, mesmo enquanto o preço do SOL enfrenta novas quedas. A rede passou a ocupar a segunda posição global em valor total bloqueado, com cerca de US$ 9,1 bilhões, o que representa aproximadamente 7,7% de todo o capital aplicado em DeFi.
Esse avanço chama atenção porque a Solana detém apenas 2,32% da capitalização total do mercado cripto, mas concentra mais de três vezes essa fatia dentro do ecossistema DeFi. O dado mostra uso real, constante e ativo, muito além da simples retenção de tokens.
Hoje, o SOL negocia em US$ 118,30, com uma alta de 3%. O que pressiona investidores de curto prazo. No entanto, o volume diário permanece acima de US$ 7,3 bilhões, indicando interesse firme, mesmo com o sentimento instável.
Com aproximadamente 570 milhões de tokens em circulação, a capitalização da Solana gira perto de US$ 66,1 bilhões. A queda atual parece mais um ajuste natural do que uma fuga de capitais. A liquidez segue alta e a rede continua ativa.
Perda de suporte e pressão crescente no curto prazo
Nos períodos mais curtos, o SOL perdeu o suporte perto de US$ 120, deslocando a tendência para um movimento baixista. O preço recuou para a zona de demanda entre US$ 115 e US$ 113, onde compradores tentam estabilizar a situação.
Segundo analistas como Crypto Tony, o nível de US$ 120 segue como divisor de momentum. Um retorno firme acima desse ponto indicaria consolidação e abriria espaço para buscas na região de US$ 130. Porém, enquanto isso não ocorre, os vendedores mantêm o controle.
Rejeições anteriores entre US$ 145 e US$ 150 reforçam a forte presença da oferta. Mesmo com tentativas de recuperação, o ativo registra máximas cada vez menores, um sinal clássico de fraqueza no curto prazo.
O suporte imediato permanece em US$ 113. Caso esse nível seja perdido, uma demanda mais forte deve aparecer perto de US$ 108, principalmente se o mercado geral voltar a pressionar.
Consolidação ampla define o cenário de longo prazo
Na visão do analista BATMAN, o momento exige paciência. Ele avalia que a Solana constrói uma base sólida e prolongada, que pode durar meses. O preço segue preso entre o suporte de US$ 120 a US$ 130 e a resistência de US$ 220 a US$ 240, configurando uma ampla faixa de consolidação.
Cada defesa das zonas inferiores reforça a tese de acumulação. Já as rejeições no topo continuam corretivas, sem indicar falhas estruturais. Esse comportamento tende a recompensar estratégias disciplinadas, e não movimentos impulsivos.
Ainda mais, uma quebra decisiva acima de US$ 250 mudaria todo o cenário, abrindo espaço para US$ 300, e, no longo prazo, até US$ 450 a US$ 600. Até lá, a consolidação segue como principal estratégia para quem acompanha a Solana de perto.
