Winklevoss movem US$ 67 milhões em BTC e ETH para a Gemini

  • Winklevoss transferem US$ 60 mi em BTC e US$ 7 milhões em ETH para a Gemini
  • Arkham aponta padrão idêntico a vendas anteriores dos gêmeos
  • Dupla ainda mantém mais de US$ 300 milhões em Bitcoin em custódia

Os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss movimentaram cerca de US$ 67 milhões em criptoativos, em uma operação que a Arkham Intelligence classificou como compatível com o histórico de vendas da dupla. O bitcoin acompanhou o movimento com pressão vendedora atualmente cotado a US$ 60.180 (R$ 312.623) após tocar mínimas de US$ 57.747 nas últimas 24 horas.

Fonte: coinmarketcap

Segundo levantamento da empresa de análise on-chain, os fundadores da Gemini transferiram aproximadamente US$ 60 milhões em Bitcoin e outros US$ 7 milhões em Ethereum de endereços de custódia para carteiras quentes da própria exchange. O padrão custódia  hot wallet é justamente o que antecedeu vendas anteriores dos irmãos, embora a Arkham tenha ressalvado que não há confirmação de execução das ordens no mercado à vista.

Lucro de US$ 1,7 bilhão desde 2015

Os Winklevoss começaram a acumular Bitcoin em 2015, quando a moeda ainda operava abaixo de US$ 500. Desde então, a dupla realizou aproximadamente US$ 1,7 bilhão em lucro, segundo estimativa da Arkham baseada em movimentações rastreáveis on-chain. Mesmo após os saques desta semana, os gêmeos ainda controlam mais de US$ 300 milhões em BTC.

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A operação atual não é isolada. Em junho, movimentações semelhantes envolveram cerca de US$ 67,5 milhões em Bitcoin coincidência de valor que reforça a leitura da Arkham. Em março, o volume transferido para a Gemini chegou a US$ 130 milhões. O ritmo trimestral sugere uma estratégia sistemática de realização parcial, e não uma liquidação emergencial.

Para o investidor brasileiro, o timing importa: os saques ocorrem enquanto o mercado local absorve o mesmo choque global. Nas exchanges nacionais, o BTC oscilou nas últimas horas entre R$ 300 mil e R$ 315 mil, ampliando o spread cobrado por corretoras diante da menor liquidez de fim de trimestre.

Citi derruba alvo do Bitcoin para US$ 82 mil

O movimento dos Winklevoss se soma a um cenário de sinais bearish coordenados. O Citigroup cortou nesta semana sua projeção de 12 meses para o Bitcoin de US$ 112 mil para US$ 82 mil, e reduziu o alvo do Ether de US$ 3.175 para US$ 2.240. A revisão foi acompanhada por uma projeção zerada para ETFs, algo que soou como capitulação institucional para parte do mercado.

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Do lado dos fluxos, junho fechou com aproximadamente US$ 4,5 bilhões em saídas líquidas dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, pior desempenho mensal da história desses produtos. O IBIT da BlackRock puxou grande parte do saldo negativo, invertendo o papel de âncora compradora que exerceu por quase todo o ciclo desde janeiro de 2024.

O analista Ted Pillows apontou em publicação no X que o Coinbase Bitcoin Premium indicador da demanda de investidores dos EUA está no menor nível deste ciclo. Perder a região entre US$ 57 mil e US$ 58 mil, segundo ele, abriria caminho para US$ 50 mil.

Tesourarias de ETH não seguram preço

No Ethereum, o cenário reproduz a mesma tensão. A SharpLink comprou mais 10 mil ETH a preço médio de US$ 1.611, desembolsando cerca de US$ 16,1 milhões. A Bitmine adicionou 27.084 ETH em uma semana e agora soma mais de 5,7 milhões de ETH em tesouraria. Nada disso impediu a queda.

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O ativo é negociado a US$ 1.623 (R$ 8.421) no momento, com o suporte crítico ainda mapeado na faixa de US$ 1.500 a US$ 1.510. Perder essa região invalidaria a consolidação atual e projetaria testes em US$ 1.400 e, potencialmente, US$ 1.200 patamar que vários analistas citam como zona de acumulação institucional.

CLARITY Act perde força em Washington

Parte do azedume atual tem origem legislativa. A expectativa de aprovação do CLARITY Act ainda neste ano diminuiu após Donald Trump divulgar ganho bilionário cripto. O episódio criou ruído político em torno do avanço da lei, que definiria de forma definitiva a divisão de jurisdição entre SEC e CFTC. Sem esse marco, incerteza regulatória leva tesourarias corporativas e grandes baleias a realizar posições durante rompimentos de suporte.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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