- WLFI pressiona mercado e aumenta dúvidas sobre força pró-cripto de Trump
- Liquidações bilionárias agravam queda e reduzem confiança no Bitcoin
- ETFs registram fortes saídas e reforçam pessimismo entre investidores
O mercado de criptomoedas atravessa mais um momento de tensão, e o movimento da WLFI reacende dúvidas sobre a força da agenda pró-cripto do presidente Donald Trump. A empresa, apoiada politicamente pelo governo, decidiu investir US$ 50 milhões em Bitcoin, mas o impacto real dessa escolha expõe um cenário bem mais complexo.
Mesmo com discursos otimistas, o mercado vive um clima instável. O FOMO permanece frágil e qualquer oscilação já provoca liquidações generalizadas. Por isso, cresce a pergunta central, o que os investidores realmente desejam HODLar em meio à volatilidade atual?
Mercado volta aos níveis pré-eleitorais e pressiona a narrativa pró-cripto
Nos últimos meses, analistas observaram que o entusiasmo inicial com as políticas de Trump não se sustentou completamente. O Bitcoin devolveu todos os ganhos pós-eleitorais, recuando para menos de US$ 63 mil, o mesmo nível da abertura do mercado antes da eleição de 2024.
Esse retorno ao ponto inicial gera dúvidas legítimas sobre a efetividade da estratégia pró-cripto adotada pela Casa Branca. Enquanto isso, outros indicadores contam uma história diferente. O Índice do Dólar caiu 8% desde a eleição e o ouro subiu cerca de 77%, reforçando um cenário macroeconômico que não favorece ativos de risco.
Assim, surge um novo questionamento, a força do Bitcoin ainda depende diretamente das políticas de Trump? E se essa confiança diminuir, o mercado pode enfrentar quedas ainda mais intensas.
Venda da WlFI acelera liquidações e abala sentimento dos investidores
A decisão da WLFI de movimentar US$ 50 milhões em BTC tomou grande parte do mercado de surpresa. O impacto foi imediato. Mais de 500 mil traders tiveram posições liquidadas, somando US$ 2 bilhões em liquidações em poucas horas.
Apesar disso, o sentimento não melhorou. A confiança no Bitcoin permanece abalada. As saídas líquidas de ETFs somaram US$ 434 milhões, e o IBIT, principal ETF da BlackRock, registrou US$ 175 milhões em retiradas no mesmo período.
Esse comportamento reforça uma tese, a venda da WLFI parece refletir mais do que simples desalavancagem. A queda superior a 30% do BTC desde o quarto trimestre pressiona até investidores de longo prazo, que começam a abandonar posições antes vistas como intocáveis.
No fim, a movimentação da WLFI se encaixa em um quadro maior. O Bitcoin voltou aos níveis pré-eleitorais, as regulações recentes não entregaram o impulso prometido e o cenário macroeconômico segue pessimista. Tudo isso coloca em xeque o ímpeto pró-criptomoedas de Trump, justamente no momento em que o mercado mais precisava de estabilidade.
