- XLM acumula alta de 63% em sete dias e supera mercado
- Analista projeta faixa de US$ 5 a US$ 11 em próximo ciclo
- Integração da DTCC com Stellar prevê testes em julho de 2026
O Stellar (XLM) voltou ao radar dos traders de altcoins após um salto semanal de 63% e a divulgação de uma análise técnica que projeta alvos entre US$ 5 e US$ 11. O ativo é negociado a US$ 0,24 no momento desta publicação, com leve queda de 0,85% nas últimas 24 horas, segundo dados de mercado. Além disso, a leitura otimista do xlm circula em meio à integração da plataforma de tokenização da DTCC à rede Stellar.
A projeção partiu do analista Mikky Bull Crypto, que mapeou um padrão de triângulo ascendente no gráfico mensal do XLM desde 2018. A estrutura mostra topos contidos em uma resistência horizontal e fundos cada vez mais altos. Se o rompimento confirmar, o movimento medido aponta para uma valorização próxima de 4.500% em relação ao preço atual.
O analista compara o estágio atual com configurações vistas em 2020 e 2024. Isso ocorreu quando indicadores de momentum chegaram a zonas de sobrevenda antes de retomadas fortes. O argumento técnico se apoia na sequência de toques no suporte ascendente. Historicamente, isso antecedeu pernas de alta relevantes na criptomoeda emitida pela Stellar Development Foundation.
DTCC acelera narrativa de tokenização
O catalisador fundamental por trás do rali recente é a decisão da DTCC de integrar sua plataforma de tokenização à blockchain Stellar. A depositária central americana, que liquida trilhões de dólares em ativos tradicionais todos os dias, planeja iniciar testes em julho de 2026. Posteriormente, pretende expandir a operação em 2027. A meta é viabilizar ações tokenizadas, ETFs e títulos do Tesouro dos EUA rodando nativamente em Stellar.
O anúncio empurrou o XLM em mais de 70% e levou a moeda ao maior patamar do ano. A narrativa de tokenização de ativos do mundo real (RWA) ganhou tração no mercado em 2026. Com isso, gigantes como BlackRock e JPMorgan pressionaram reguladores americanos por clareza. Stellar tenta se posicionar ao lado de Ethereum e Solana como trilho de liquidação para esse fluxo institucional.
Leitura técnica mostra sobrecompra extrema
Apesar do tom altista, os gráficos de curto prazo acendem alertas. O RSI de 14 dias está em 86,61, território de sobrecompra acentuada. Esse nível costuma anteceder correções ou consolidações antes de novas pernas. A média móvel simples de 50 dias está em US$ 0,1627 e a de 200 dias em US$ 0,1907. Ambas estão bem abaixo do preço atual, o que confirma a tendência primária de alta.
Assim, o alinhamento das médias é o cenário clássico de tendência altista madura. Mas o descolamento do preço em relação à MM50 sugere que uma realização parcial é tecnicamente saudável. Traders de derivativos têm reduzido alavancagem desde a virada de semana, padrão típico após movimentos parabólicos de altcoins.
Impacto para o investidor brasileiro
No Brasil, o XLM é listado em todas as grandes exchanges locais e movimenta volumes diários relevantes em pares contra real e USDT. A precificação do token nas corretoras nacionais tende a seguir o movimento global com prêmios mínimos, dada a liquidez da moeda. Com o dólar comercial em R$ 5,06, o XLM negocia próximo de R$ 1,21 nas plataformas brasileiras.
Além disso, o cenário regulatório local também pesa. A Instrução 739 do Banco Central, que obriga VASPs a passar por auditoria independente, eleva a barreira para exchanges sem estrutura. Por consequência, tende a concentrar liquidez nas casas maiores. Em paralelo, a tese de RWA sustenta narrativas próximas em outros ativos. Por exemplo, o XRP segue consolidando entre US$ 1,34 e US$ 1,41 com lógica parecida de adoção institucional.
Assim, a diferença é que Stellar ainda carrega capitalização bem inferior à de XRP e Solana. Isso amplia o potencial de retorno — e o risco. Projeções de alvos como US$ 11 dependem de continuidade no fluxo institucional. Além disso, dependem de um ambiente macro que sustente apetite a risco em altcoins de média capitalização.
