XRP trava em US$ 1,29 com baleias e holders reduzindo posição

  • XRP é cotado a US$ 1,29 e tenta retomar a média móvel de 20 dias em US$ 1,35
  • Dois maiores grupos de baleias reduziram posições a partir de 31 de maio
  • Perda de US$ 1,26 abre caminho para correção até US$ 1,22

O XRP patina abaixo de uma resistência que vem definindo seus rallies frustrados desde fevereiro. O token opera a US$ 1,29 (R$ 6,52), com queda de 3,8% nas últimas 24 horas, dentro de um canal descendente que limita qualquer tentativa de recuperação consistente.

Assim, a barreira a ser quebrada está em US$ 1,35, onde passa a média móvel exponencial de 20 dias. Esse mesmo patamar coincide com o nível de Fibonacci de 0,618 em US$ 1,348, o que reforça seu peso técnico. Sem reconquistá-lo, o ativo segue refém da inclinação de baixa que já dura mais de três meses.

Baleias cortam exposição no fim de maio

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Além disso, o cenário on-chain ajuda a explicar o travamento. Dados da Santiment mostram que os dois maiores grupos de detentores começaram a desovar XRP a partir de 31 de maio. A faixa que carrega entre 100 milhões e 1 bilhão de tokens encolheu de 11,54% para cerca de 9,9% do supply em circulação.

O movimento não foi isolado. O grupo imediatamente abaixo, com carteiras de 10 milhões a 100 milhões de XRP, também recuou de 17,61% para 17,36%. Quando dois estratos de baleias vendem ao mesmo tempo, o sinal deixa de parecer ação de um único endereço e passa a sugerir fraqueza estrutural na ponta compradora.

Assim, a leitura piora quando se olha para holders de prazo mais longo. O indicador Hodler Net Position Change, que mede se carteiras médias e longas estão acumulando ou distribuindo, caiu de cerca de 268,4 milhões para 216,6 milhões de XRP em apenas um dia — recuo de aproximadamente 19%. É distribuição, não acumulação.

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Contexto brasileiro e fluxo em exchanges

Para o investidor local, o efeito chega via cotação em real. Com o dólar a R$ 5,05, cada XRP custa cerca de R$ 6,52, ante quase R$ 6,80 na semana passada. Exchanges brasileiras com pares XRP/BRL replicam a queda quase em tempo real, e o token continua entre os altcoins mais negociados no país segundo dados públicos das corretoras.

Além disso, há um contraponto: parte do mercado nota saídas relevantes de XRP de exchanges centralizadas, fenômeno usualmente associado a acumulação. O BitNotícias mostrou esse movimento na cobertura sobre a saída de tokens das corretoras. O problema é que essa demanda não apareceu ainda no preço, enquanto a venda de baleias se manifesta de forma imediata no order book.

O quadro técnico também conversa com a frustração recente de quem operou o ativo na faixa superior. A consolidação travada entre US$ 1,34 e US$ 1,41 nunca chegou a virar rompimento, e o ativo acabou perdendo a base do intervalo. Além disso, some-se a isso a liberação periódica de oferta pela Ripple: o BitNotícias acompanhou em junho a nova liberação de 1 bilhão de XRP do escrow, que reforça o componente de supply pressionando a tese de alta.

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Níveis técnicos para acompanhar

Assim, o mapa de preço está bem definido. Para inverter o viés, o XRP precisa reconquistar US$ 1,35, abrindo caminho para a EMA de 50 dias em US$ 1,38 e, na sequência, US$ 1,42 e US$ 1,47. Uma quebra acima de US$ 1,55 mudaria a estrutura para altista.

No lado oposto, o ativo opera a menos de 1,5% do suporte imediato em US$ 1,29. Perdê-lo coloca US$ 1,26 em jogo, e a quebra desse piso destrava queda direta rumo a US$ 1,22.

Quando o pano de fundo combina baleias distribuindo, holders reduzindo e supply novo entrando, a equação técnica deixa de ser apenas leitura gráfica. Vira termômetro da disposição do mercado em segurar XRP sem novos catalisadores institucionais à vista.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.
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