- XRP forma cup and handle semanal com alvo de US$ 12,10 na extensão 1,618 de Fibonacci
- Resistências imediatas estão em US$ 1,74 e US$ 3,65, pico do ciclo anterior
- Token cotado a US$ 1,45 acumula alta de 9,83% em 30 dias após fundo em US$ 1,11
O XRP voltou ao radar dos gráficos semanais. O analista Celal Kucuker identificou uma formação clássica de cup and handle no token da Ripple e projetou um alvo de longo prazo em US$ 12,10, ancorado na extensão de Fibonacci de 1,618. A leitura aparece com o ativo negociado próximo de US$ 1,45, após semanas de consolidação.
Em publicação no X, Kucuker chamou o desenho de “o melhor gráfico do XRP” e descreveu o cenário em que a alta retomaria força nos próximos meses. O fundo arredondado começou a se formar depois do rali de fim de 2024, seguido pela perna descendente que caracteriza a “alça” do padrão técnico. Veja a publicação original no X.
O que mostra o gráfico do XRP
A queda de aproximadamente 70% desde o topo de US$ 3,65 levou o XRP a tocar a mínima de US$ 1,11. De lá para cá, compradores recuperaram terreno e empurraram o preço duas vezes contra a resistência de US$ 1,50, sem confirmar rompimento. A consolidação atual gira em torno de US$ 1,46, com alta de 1,87% em sete dias e 9,83% nos últimos 30 dias.
O mapa de Fibonacci traçado por Kucuker traz três zonas a observar. A primeira fica em US$ 1,74, que coincide com a retração de 0,618. Acima dela, o nível decisivo é o topo de ciclo em US$ 3,65 patamar que, se superado, abriria caminho para preço de dois dígitos. O alvo final da extensão 1,618 está em US$ 12,10, o que implicaria valorização superior a 225% a partir da faixa atual.
Cup and handle é um dos padrões de continuação mais conhecidos da análise técnica. Funciona como reacumulação após uma alta inicial: a xícara representa a digestão dos compradores tardios, e a alça filtra os vendedores remanescentes antes do rompimento. O risco está em falhas de execução, comuns quando o volume não acompanha a quebra da resistência superior.
Outros analistas veem rompimento
Kucuker não está sozinho na leitura otimista. O trader Michael XBT afirmou que a “parábola do XRP pode começar a qualquer momento” e apontou estreitamento da estrutura de preço como sinal antecedente. Para ele, a zona crítica fica entre US$ 1,80 e US$ 2, com chance de novo topo histórico acima de US$ 4 ainda neste ciclo.
O quadro técnico dialoga com a tese fundamentalista que circula desde a aprovação parcial do CLARITY Act e liquidez bancária no XRPL. O argumento liga a possível adoção do livro-razão da Ripple por instituições financeiras a um repricing estrutural do ativo. O texto do Senado, no entanto, ainda enfrenta resistência política em pontos sensíveis sobre stablecoins e custódia.
Contexto brasileiro e fluxos institucionais
Para o investidor brasileiro, o cenário tem nuances que escapam ao gráfico puro. No câmbio atual, US$ 1,45 equivale a aproximadamente R$ 7,80 por XRP, patamar que ainda não recuperou os topos de janeiro nas exchanges locais. A Mercado Bitcoin e o Foxbit registram volume diário consistente no par XRP/BRL, mas a profundidade de book continua dependente da liquidez offshore.
Do lado institucional, os ETFs de XRP nos Estados Unidos tiveram entrada líquida de US$ 25,8 milhões em uma única sessão neste mês, maior fluxo desde janeiro. O número é modesto perto dos ETFs de Bitcoin, mas indica que o produto ganhou tração entre alocadores que evitavam exposição direta ao token por questões regulatórias.
Há um contraponto relevante: a BlackRock optou pelo Ethereum e deixou o XRP Ledger fora de seus novos fundos tokenizados, decisão que reduz parte do otimismo institucional desenhado em teses como a de Kucuker. O confronto entre análise técnica favorável e escolhas concretas dos maiores gestores globais define o ritmo dos próximos meses. Sem rompimento confirmado acima de US$ 1,74 com volume, o cup and handle permanece como projeção e não como gatilho.
