XRP a US$ 1,10: queda vem de liquidações, não de baleias

  • Inflows de XRP em bandas acima de 1 milhão recuam após pico de 2025
  • CryptoQuant atribui queda a liquidações alavancadas e fraqueza do mercado
  • Token negociado a US$ 1,10 com baixa de 4,9% em 24 horas

O recuo do XRP nas últimas semanas tem origem mais ligada à zeragem forçada de posições alavancadas do que a um movimento coordenado de grandes carteiras. A leitura é da analista Pelin Ay, colaboradora da CryptoQuant, que avaliou os fluxos do token rumo à Binance e não encontrou o padrão típico de distribuição por baleias.

O XRP está negociado em US$ 1,11 (cerca de R$ 5,68), com queda de 4,9% em 24 horas. O preço opera bem distante da região de US$ 3 testada no auge de 2025, o que ampliou a tese de capitulação entre traders de varejo.

Fonte: coinmarketcap

O que os fluxos para a Binance revelam

Ay analisou um gráfico da CryptoQuant que divide os depósitos de XRP na Binance por faixa de valor, indo de transferências abaixo de 1.000 tokens até movimentações acima de 1 milhão. Essa separação permite distinguir depósitos de varejo daqueles tipicamente associados a carteiras institucionais ou baleias.

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Segundo a analista, transferências superiores a 1 milhão de XRP dominaram a atividade entre 2021 e 2025. O dado indica que a maior parte do volume depositado na corretora veio historicamente de endereços de grande porte, que utilizam a plataforma como principal venue de execução.

O ponto central da análise é o que aconteceu depois do topo de 2025. As bandas de maior valor mostram declínio visível, mesmo com o preço corrigindo. Em análise de fluxos, depósitos crescentes sinalizam potencial pressão vendedora, pois ampliam a liquidez disponível.

Ausência de spikes típicos de distribuição

Antes de correções relevantes, ciclos anteriores registraram picos abruptos de carteiras com mais de 100 mil XRP. Esses spikes funcionavam como sinal antecedente de pressão vendedora coordenada. Hoje, a leitura é oposta, os inflows arrefeceram justamente enquanto o preço cedia.

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“Atualmente, os dados on-chain reduzem a probabilidade de venda agressiva por baleias e realização em massa”, escreveu Ay.

Para ela, o desenho atual lembra mais um flush de derivativos do que um bear market clássico, no qual os depósitos em corretoras tendem a explodir.

A distinção importa para quem dimensiona risco. Movimentos puxados por liquidação alavancada aceleram rápido, mas tendem a se esgotar quando o open interest é zerado. Já distribuições orquestradas por grandes holders costumam ter cauda longa e produzir topos estruturais.

Piso em US$ 1 e recuperação condicional

A analista projeta que inflows contidos reduzem oferta spot e favorecem retorno do XRP à faixa US$ 2.00. A condição é que a faixa de 1 milhão+ permaneça calma. Qualquer novo surto nessa banda invalida a tese e reabre risco baixista.

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O cenário se conecta a outra leitura on-chain divulgada pela Glassnode, que apontou 41,5% do supply do XRP no prejuízo. Quando a base de holders está submersa, capitulação tende a vir de varejo, não de quem segurou desde os ciclos anteriores o que reforça o diagnóstico de Ay.

Leitura para investidores no Brasil

Para o trader que opera XRP em exchanges nacionais, o quadro adiciona nuance ao risco direcional. Liquidações refletem quedas já ocorridas e podem abrir espaço para repiques técnicos caso a demanda retorne.

Vale lembrar que a Ripple seguiu movimentando fluxos próprios ao longo do trimestre, como mostrou o envio de US$ 59 milhões em XRP para subwallet ligada à Binance. Esses fluxos institucionais convivem com a dinâmica das baleias e podem alterar o mapa de oferta a qualquer momento. Outro dado relevante é o mapa de liquidez próximo de US$ 1, faixa onde o livro de ordens concentra defesa relevante de compradores no curto prazo.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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