XRP salta 9,8% a US$ 1,24 e liquida US$ 6 milhões em shorts

  • XRP avança 9,8% em 24 horas e atinge US$ 1,24 na Bitstamp
  • Posições vendidas respondem por 86,23% das liquidações no período
  • RSI em 74 sinaliza sobrecompra e teste do suporte em US$ 1,20

O XRP voltou ao radar dos traders nesta segunda-feira após romper uma faixa de consolidação que durava semanas. O token da Ripple opera a US$ 1,24 (cerca de R$ 6,26), com alta de 9,8% em 24 horas.

Fonte: coinmarketcap

A máxima do dia ficou em US$ 1,249, próxima ao topo da Bollinger superior de US$ 1,2184. O movimento veio acompanhado de expansão de volume, sinal de que os compradores assumiram o controle depois de semanas presos em lateralização entre US$ 1,13 e US$ 1,18.

Shorts respondem por 86% das liquidações

O combustível extra do rali veio da queima de posições vendidas. Levantamento da Coinglass mostra US$ 7 milhões em liquidações totais de XRP nas últimas 24 horas. Desse montante, US$ 6,03 milhões partiram de shorts ou 86,23% do total contra apenas US$ 963 mil de longs estopados.

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O desequilíbrio é típico de short squeeze, traders apostavam na manutenção da consolidação e foram forçados a recomprar XRP no mercado à medida que o preço subia. Cada recompra empurra a cotação ainda mais para cima, criando o efeito cascata que marcou o pregão. Vale lembrar que, no início do mês, baleias sacaram 465 milhões de XRP da Binance, retirando oferta de circulação e preparando o terreno para movimentos como o desta segunda.

Trégua no Oriente Médio destrava apetite por risco

O pano de fundo macro também ajudou. Relatos de que ataques militares envolvendo o Irã foram cancelados, somados à expectativa de conversas diplomáticas na Europa, reverteram o tom de aversão a risco que dominava os mercados na semana passada. O Bitcoin reagiu e voltou aos US$ 66.428, enquanto o Ethereum opera próximo de US$ 1.808, com alta de 8,4%.

O recuo do petróleo bruto aliviou pressões inflacionárias e abriu espaço para realocação em ativos de risco. O movimento dialoga com a leitura recente do acordo entre EUA e Irã, que já havia tirado o Bitcoin do piso de junho. Para investidores brasileiros, o cenário se traduz em uma janela favorável para altcoins majoritárias, com o XRP voltando a flertar com a barreira psicológica dos R$ 6 nas exchanges locais patamar que não era visto desde meados de maio.

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Narrativa do Ledger sustenta o fundo

Por trás do movimento técnico, a tese fundamentalista da Ripple ganha tração. A expansão da RLUSD, a stablecoin da casa, e o avanço da tokenização sobre o XRP Ledger mantêm o ecossistema em destaque. O próprio Ledger já figura no top 15 global em stablecoins, com US$ 762 milhões em circulação, e atividade crescente em pagamentos transfronteiriços.

No Japão, a corretora SBI avança com pedido para um ETF duplo de Bitcoin e XRP junto à FSA, o que pode reforçar o fluxo institucional asiático no segundo semestre. No Brasil, o XRP segue listado em produtos da Hashdex e do Itaú Asset, mas ainda sem ETF puro algo que pode mudar caso a CVM avance com novas resoluções para fundos cripto de ativo único.

RSI em 74 acende alerta de sobrecompra

Do lado técnico, o RSI em 74,15 coloca o XRP em zona de sobrecompra, indicador clássico de exaustão de curto prazo. O MACD permanece positivo, com linha em 0,019 e histograma em expansão, mas o preço opera acima da banda superior de Bollinger leitura que historicamente antecede correções pontuais.

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A faixa de US$ 1,20 vira o nível-chave a observar nas próximas sessões. Manter o preço acima das médias móveis de 14 e 21 períodos, situadas em US$ 1,166 e US$ 1,156, preserva a estrutura altista. Um retorno às médias testaria os compradores, perder suporte pode levar o preço para US$ 1,13–1,15.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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