A Coinbase vai exigir que os usuários identifiquem os destinatários das transferências em certos países

A exchange de criptoativos Coinbase exigirá que usuários do Canadá, Japão e Cingapura indiquem os destinatários dos envios de criptoativos.

Seguindo normativas regulamentares

A Coinbase está implementando procedimentos relativamente diferentes para transações em alguns países.

No Canadá, por exemplo, os usuários da exchange serão obrigados a indicar os destinatários das transferências criptos acima de $ 1.000 dólares canadenses.

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Esta normativa segue o guia para instituições financeiras “Travel rule for electronic funds and virtual currency transfers”, publicado em junho de 2021 e em vigor desde novembro do mesmo ano.

Já no Japão, devido às exigências da Japan Cryptocurrency Trading Association, a partir de 1º de abril os usuários da exchange terão que indicar o nome, endereço e carteira do destino ao enviar fundos para o exterior.

Regras mais rigorosas foram estabelecidas para os usuários de Cingapura.

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A partir de 1º de abril os usuários da exchange deverão reportar o nome completo e o país de residência do destinatário em qualquer transferência fora da exchange.

Discussão

Cada vez mais os países estão buscando regulamentar o uso dos criptoativos.

O motivo é óbvio, pois há uma economia circulando em paralelo às finanças estatais; e esta economia está crescendo exponencialmente.

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A lavagem de dinheiro e demais crimes financeiros, como a evasão de divisas, por exemplo, preocupam as entidades governamentaus.

Além disto, a não regulamentação deste mercado não gera o recolhimento de impostos, e a máquina estatal jamais deixará de aproveitar qualquer sistema capitalista para encher os cofres públicos.

Implementando burocracias o Estado aproxima os criptoativos do modelo financeiro tradicional, uma vez que as transações com criptoativos são extremamente simples de serem feitas.

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As instituições financeiras privadas que trabalham com criptoativos até então estavam livres do recolhimento de impostos, e livres para permitir qualquer tipo de transação financeira, e isto estava incomodando as entidades regulamentadoras.

Mas até então os países não tinham uma regulamentação específica para os criptoaivos e as empresas não eram cobradas legalmente.

Depois de performarem algumas Leis que regulamentam o mercado cripto, agora os Governos estão cobrando os usuários e as empresas privadas.

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No ano passado a exchange Binance sofreu sanções em diversos países no mundo por operar de forma desregulamentada.

A inferência das sanções foi tamanha que o CEO da Binance, CZ, que era expressamente contra a regulamentação, cedeu, e agora busca regulamentar a exchange em todos os países para poder oferecer seus serviços em paz.

No Brasil, a regulamentação está progredindo, o que fará que as exchanges estrangeiras passem a relatar o patrimônio dos usuários à Receita Federal, algo que as exchanges nacionais já são obrigadas a fazer.

Cada vez mais o cerco está apertando contra a liberdade financeira dos criptoativos.

Ao mesmo tempo que isto é desanimador, por outro lado pode trazer proteção aos investidores em crimes diversos; crimes estes (hackers, phishing, e ransomware) que estão crescendo no mundo digital.

O fato é que antes o mercado criptográfico era pequeno e insignificante para os governos.

Mas, como este mercado se torna cada vez mais expressivo, agora os governos querem a sua fatia do bolo.

E o governo é um tipo de formiga que só fica observando os bolos que são colocados no forno.

Aqueles que crescerem, ele vai lá e come.

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Redator da Revista Bitnotícias
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