Ataque hacker força encerramento de exchange de criptomoedas

Foto: Dall-e 3

O ataque hacker que resultou no roubo de US$ 308 milhões em criptomoedas da exchange japonesa DMM ocorreu devido à ação de hackers norte-coreanos, de acordo com comunicado conjunto das autoridades dos Estados Unidos e do Japão.

O incidente envolveu a subtração de 4.502,9 Bitcoins (BTC), levando à decisão de fechamento da plataforma.

As investigações apontam que o grupo conhecido como TraderTraitor, também identificado pelos nomes Jade Sleet, UNC4899 e Slow Pisces, esteve por trás do ataque. O grupo usa engenharia social direcionada como principal método de atuação.

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Neste caso, as autoridades identificaram que um agente do grupo enviou um script malicioso em Python disfarçado como parte de um teste de pré-contratação para um candidato. A mensagem veio de um perfil falso no LinkedIn, alegadamente representando um recrutador.

Ataque hacker faz exchange fechar as portas

O alvo trabalhava para a Ginco, uma empresa de carteiras de criptomoedas. O funcionário copiou o código malicioso para sua conta pessoal no Github. Isso deu ao TraderTraitor acesso a informações de sessão armazenadas em cookies.

Com essas informações, os hackers obtiveram acesso ao sistema de comunicação da Ginco. Meses após o ataque inicial, os criminosos provavelmente usaram esse acesso para interceptar uma solicitação legítima de transação de um funcionário da DMM, resultando no roubo dos Bitcoins.

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Relatórios indicam que hackers norte-coreanos dominaram os crimes de criptomoedas em 2024. O país foi responsável por mais da metade do valor total de ativos roubados no ano. De acordo com dados da Chainalysis, hacker roubaram US$ 1,34 bilhão em 47 incidentes diferentes, superando significativamente os US$ 660 milhões registrados no ano anterior.

Fonte: Chainalysis
Fonte: Chainalysis

O FBI, o Departamento de Defesa dos EUA e a Agência Nacional de Polícia do Japão ressaltaram que o roubo da DMM é um exemplo do uso sofisticado de estratégias de engenharia social e codificação maliciosa, que continuam sendo ferramentas eficazes para grupos ligados à República Popular Democrática da Coreia (DPRK).

A revelação reforça a preocupação global sobre o papel da Coreia do Norte em crimes cibernéticos envolvendo criptomoedas. Essas criptomoedas roubadas servem como uma fonte de financiamento para o regime em meio a sanções internacionais.

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Clara Ventura é uma jornalista com quatro anos de experiência em cobertura de Bitcoin, criptomoedas, tecnologia blockchain e Web3. Graduada em Jornalismo e com pós-graduação em Jornalismo Digital, Clara combina sua paixão pelo mundo das criptomoedas com habilidades jornalísticas para produzir reportagens relevantes para um público amplo e diversificado.
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