- A Balancer está encerrando suas atividades após um desfalque de mais de US$ 116 milhões devido um hack recente
- O cofundador Fernando Martinelli disse que decidiu encerrar a Balancer Labs após ‘consideração cuidadosa’
- Além disso, os executivos afirmam que o protocolo continuará ativo sob gestão mais descentralizada, com a Balancer Foundation e a DAO
A equipe por trás do protocolo DeFi Balancer anunciou o encerramento da Balancer Labs após pressão financeira e riscos legais ligados a um hack recente. A decisão ocorre quatro meses depois de um ataque de US$ 116 milhões, registrado em novembro, e marca uma mudança de comando para uma estrutura mais enxuta. Além disso, os executivos afirmam que o protocolo continuará ativo sob gestão mais descentralizada, com a Balancer Foundation e a DAO assumindo o protagonismo.
Encerramento da Balancer Labs expõe custos altos e impacto do hack no TVL
O cofundador Fernando Martinelli disse que decidiu encerrar a Balancer Labs após ‘consideração cuidadosa’. Segundo ele, a empresa virou ‘um passivo, e não um ativo’, porque operava sem receita recorrente. Além disso, ele apontou ‘exposição legal real e contínua’ após o exploit de novembro.
Enquanto isso, o CEO Marcus Hardt afirmou que a Balancer Labs gastava demais para atrair liquidez. Portanto, a estratégia custou caro e ainda diluiu detentores do token BAL, segundo ele.
O Balancer já liderou o DeFi no ciclo de 2020–2021. Naquele período, o TVL chegou a US$ 3,3 bilhões em novembro de 2021.
No entanto, o TVL caiu para US$ 800 milhões em outubro de 2025. Em seguida, o hack derrubou mais US$ 500 milhões em duas semanas. Depois, o TVL recuou para US$ 158 milhões, segundo dados citados na reportagem.
Plano de continuidade zera emissões de BAL e tenta aumentar receita do DAO
Apesar do fechamento da empresa, Hardt e Martinelli defendem um ‘caminho de continuidade‘ mais leve. Assim, eles querem que a Balancer Foundation e a DAO comandem a próxima fase.
O plano prevê cortar emissões de BAL para zero. Além disso, os executivos propõem reestruturar taxas para a DAO capturar mais receita. Ao mesmo tempo, eles defendem reduzir a equipe ao mínimo e baixar custos operacionais.
Ainda assim, Martinelli afirma que o protocolo ‘ainda gera receita real‘. Segundo ele, o Balancer acumulou mais de US$ 1 milhão em receita nos últimos três meses. Portanto, ele diz que o problema central está na tokenomics e na estrutura de custos, e não no funcionamento do produto.
Agora, membros da DAO avaliam duas propostas sobre reestruturação operacional e tokenomics do BAL. Assim, a decisão final deve indicar se o Balancer consegue se reerguer com governança mais enxuta e incentivos ajustados.
