O Banco Central brasileiro Brasil adiou a perspectiva de lançamento do Real digital que estava programada para 2022.
O prazo agora será dentre 2 a 3 anos, conforme divulgado pelo Banco Central.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, havia afirmado em entrevista que o país estava pronto para entrar na era das moedas digitais do Banco Central (CBDC).
Entretanto, em nota o Banco Central anunciou que “de acordo com a avaliação atual do Banco Central do Brasil, as condições para a emissão da criptomoeda do Estado serão atingidas em dois a três anos”.
O país já usa um modelo de pagamentos parecido com o sistema que os Bancos Centrais criarão para as suas moedas digitais.
O PIX, que foi implementado no ano passado, é uma cópia do projeto da Ripple, o XRP, que interliga Bancos em formas de pagamentos interbancários mais práticas.
A diferença é que o Brasil unificou os Bancos dentro de um sistema de pagamento, que não envolve blockchain, e usa transações bancárias digitais com a própria moeda FIAT, o Real.
O Banco Central brasileiro acredita que as moedas digitais virão para reduzir os custos com o papel moeda, estimular a inovação e competição econômica mundial, estimular os pagamentos entre fronteiras, e melhorar a acessibilidade ao sistema bancário e financeiro.
Assim como os Bancos estatais mundo a fora, o Banco Central disse que está engajado e participando ativamente nas discussões internacionais sobre um modelo para as moedas digitais globais.
Mas o Brasil está bem atrasado, tendo em vista que diversos países já estão testando as suas moedas digitais inclusive para o comércio em geral e pagamentos de bens e serviços.
O Banco Central brasileiro disse que as moedas digitais vão auxiliar na usabilidade do papel moeda em concomitância com as transferências bancárias e pagamentos com cartões de crédito e débito.