Bitcoin vai cair para US$ 62 mil e isso pode ser bom para o mercado

US$ 7 bilhões em risco: queda do Bitcoin expõe o lado sombrio da estratégia de Saylor
  • Bitcoin pode cair a US$ 62 mil sem romper tendência.
  • Suporte técnico marca era pós-ETF e maior maturidade do mercado.
  • Correção pode fortalecer estrutura para próxima alta institucional.

O Bitcoin entra em uma fase de forte debate técnico. Analistas destacam que uma possível queda até US$ 62 mil pode não apenas ocorrer, mas também trazer impactos positivos para o mercado no longo prazo. Embora o ativo esteja hoje perto de US$ 89 mil, muitos especialistas consideram que a região de US$ 62 mil representa o suporte mais importante da atual fase corretiva.

Esse nível corresponde ao preço realizado das reservas de BTC na Binance. Isso mostra o custo médio de aquisição do bitcoin armazenado na maior exchange do mundo. Desde 2024, o preço de mercado não toca esse patamar. Para o analista Burak Kesmeci, quando o BTC se mantém acima desse valor, o mercado segue em tendência de alta. Contudo, quando cai abaixo, abre espaço para ciclos de baixa.

O preço realizado atuou como suporte em outros momentos de correção. Mas agora o cenário mudou. Desde janeiro de 2024, quando os ETF de Bitcoin chegaram aos Estados Unidos, a dinâmica do mercado ficou diferente. Kesmeci explica que o fluxo institucional elevou esse nível crítico de US$ 42 mil para US$ 62 mil. Esse fato marca um ponto técnico nunca testado desde então.

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Apesar disso, o analista vê essa possível queda como parte de um ciclo mais maduro. Esse ciclo tem menor volatilidade estrutural. Ele acredita que o BTC já vive um ciclo de baixa técnico. No entanto, ressalta que o suporte de US$ 62 mil será “a primeira grande prova” da era pós-ETF.

Bitcoin vai cair

Desde o topo histórico registrado em outubro de 2025, quando o BTC tocou US$ 126 mil, o mercado enfrenta quedas e revive discussões sobre novo criptoinverno. Mesmo assim, alguns especialistas afirmam que este ciclo pode ser diferente. Sebastián Serrano, fundador da Ripio, estima que o bitcoin ainda pode recuar para US$ 75 mil. Porém, ele reforça que a presença dos investidores institucionais torna o mercado mais resistente.

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Serrano avalia que a maturidade crescente reduz movimentos bruscos e mantém a liquidez mais estável. Ele acredita que, caso exista um inverno cripto, ele será mais curto e menos intenso. Para ele, 2026 deve ser um ano menos eufórico e mais racional, com maior foco em utilidade real e menor participação do varejo.

Outro ponto visto como favorável no longo prazo é a demanda dos ETF de bitcoin nos EUA, que já somam mais de cem bilhões de dólares em ativos. Matt Hougan, CEO da Bitwise, compara o movimento ao que ocorreu no mercado de ouro após 2022. Naquela época, compras constantes dos bancos centrais demoraram anos para refletir nos preços.

Segundo o executivo, a pressão compradora dos ETF absorve toda a nova oferta de BTC desde 2024. O preço ainda não explodiu porque investidores antigos seguem vendendo. Para ele, esse comportamento tem limite. “Quando a oferta dos vendedores acabar e a demanda persistir, o preço do bitcoin vai disparar”, afirma.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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