Bradesco adota tecnologia do Bitcoin: o que muda para os clientes?

Fim da velha Wall Street? Presidente da SEC prevê virada total para blockchain até 2027
  • Bradesco inicia testes do IDbra, identidade digital baseada em blockchain para crédito.
  • Novo sistema promete reduzir pela metade o tempo de solicitação e quadruplicar aprovações.
  • Plataforma usa tokens para validar credenciais sem expor dados, reforçando segurança e privacidade.

O Bradesco iniciou uma fase importante de modernização ao anunciar os primeiros testes do IDbra, uma solução de identidade digital construída sobre tecnologia blockchain. O objetivo é transformar a jornada de crédito e tornar todo o processo mais rápido, seguro e eficiente para os clientes. A iniciativa marca um passo significativo no avanço das grandes instituições financeiras brasileiras rumo à digitalização total de suas operações.

O inovabra, ecossistema de inovação do banco, desenvolveu o projeto em parceria com startups, empresas, universidades e parceiros tecnológicos. A Exame informou que o Bradesco selecionou três agências para a primeira etapa dos testes. Juntas, elas atendem aproximadamente 40 mil clientes que passarão a validar suas informações por meio da nova plataforma baseada em blockchain.

O foco inicial do IDbra é o processo de solicitação de cartões de crédito. O Bradesco afirma que a tecnologia aumenta a taxa de aprovação, porque muitos clientes abandonam pedidos na fase de preenchimento de dados. Com a identidade digital, o banco reduz essa etapa e confirma os dados de forma mais ágil e confiável. O banco estima que a adesão aos cartões possa até quadruplicar com o novo modelo.

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Bradesco blockchain

A tecnologia também promete reduzir em cerca de 50% o tempo médio de solicitação. A rede blockchain autentica a verificação dos dados e elimina etapas burocráticas que deixam a experiência mais lenta. O Bradesco afirma que o sistema melhora também a segurança e a privacidade, dois pontos críticos na relação entre instituições financeiras e clientes.

O diretor executivo de tecnologia do banco, Francesco Di Marcello, destacou que as interações digitais representam um divisor de águas nas relações entre pessoas e empresas. Para ele, a identidade digital responde a essa demanda crescente, ao oferecer uma experiência mais fluida e conveniente, sem comprometer a privacidade dos usuários.

De acordo com o executivo, a solução pretende eliminar longos cadastros e múltiplas senhas. Dessa forma, ele afirma que o IDbra é “mais que uma carteira digital” e pode evoluir para outras aplicações internas e externas após o período de testes. Assim, a plataforma foi projetada para ser escalável e capaz de lidar com diferentes tipos de credenciais, desde dados básicos até informações financeiras e, futuramente, até dados de saúde.

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Além disso, Di Marcello explicou ainda que as credenciais não ficam armazenadas diretamente na blockchain. Em vez disso, apenas um token referente à credencial é registrado. Assim, qualquer parte envolvida pode confirmar a autenticidade e a imutabilidade da informação sem expor dados sensíveis. Esse modelo pretende equilibrar segurança, privacidade e eficiência operacional.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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