Brasil sai na frente do mundo e lança os primeiros carros registrados em blockchain

Carro blockchain
  • Brasil lidera inovação ao lançar os primeiros veículos registrados em blockchain, criando histórico imutável e totalmente rastreável.
  • Passaporte Veicular Digital aumenta a confiança no mercado automotivo, reduz fraudes e facilita consultas sobre sinistros, revisões e quilometragem.
  • Projeto-piloto do Detran-PR abre caminho para adoção estadual, com testes reais, parceria com o Tecpar e promessa de não criar novos custos ao cidadão.

O Brasil deu um passo inédito nesta semana ao apresentar os primeiros veículos registrados integralmente em blockchain, movimento que coloca o país na liderança global em soluções de rastreabilidade automotiva. O Detran-PR confirmou a abertura das inscrições para o projeto-piloto que cria o Passaporte Veicular Digital, permitindo tokenizar carros, motos e caminhões de forma totalmente online e gratuita.

O anúncio ocorreu durante uma coletiva em Curitiba e marcou o início de uma fase que, segundo o órgão, pode transformar o mercado automotivo brasileiro. Hoje, compradores lidam com fortes dúvidas sobre a veracidade de informações. Por isso, o Estado quer criar um registro único e confiável que reduza fraudes e aumente a segurança.

“Queremos um ambiente com 99,9% de confiabilidade para cada automóvel registrado”, afirmou o presidente do Detran-PR, Santin Roveda. Ele explicou que cada veículo vira um “passaporte digital”, capaz de registrar toda a vida útil do automóvel.

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Blockchain no registro de veículos

O piloto permite que cada carro receba um token exclusivo vinculado ao número do chassi. Esse token funciona como uma identidade eletrônica permanente. E, assim, ele armazena dados de fábrica, revisões, sinistros, quilometragem, financiamentos, seguros e transferências.

A tecnologia blockchain impede alterações indevidas e aumenta a transparência nas negociações, principalmente no mercado de usados. Segundo Roveda, a solução reduz problemas históricos, como adulteração de hodômetro e manipulação de registros.

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Além disso, o projeto conta com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a BV Financeira, o Parque Tecnológico da Indústria, a Vetrii e outras empresas do setor automotivo. Todas ajudam a estruturar o sistema, manter o fluxo de dados e testar diferentes cenários antes da adoção em larga escala.

As inscrições começaram em 11 de fevereiro e seguem até 23 de fevereiro. Tudo ocorre no site ou aplicativo do Detran-PR, sem deslocamentos. O piloto vale por 120 dias, com acompanhamento de um Comitê Gestor que se reúne quinzenalmente para validar cada etapa.

Testes reais antes da expansão estadual

A partir de 2 de março de 2026, os motoristas participantes terão acesso ao Passaporte Veicular Digital diretamente pelo aplicativo do Detran-PR. As informações ficam disponíveis por 60 dias para avaliação da experiência.

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Além disso, o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, explicou que a solução passa agora por uma fase crucial. O objetivo é testar, em ambiente real, como ocorre a transição do veículo físico para o token digital, além de observar o fluxo de inserção de dados.

Inicialmente, o sistema usa informações do CRV e das montadoras. O comitê estuda ampliar esse conjunto com registros de sinistros, revisões, trocas de peças e outros eventos. Segundo o diretor de Tecnologia do Detran-PR, Ismael de Oliveira, cada token poderá rastrear entre 15 e 40 componentes do veículo, dependendo do modelo. Essa rastreabilidade dificulta clonagens e amplia a segurança.

Assim, o governo afirma que não repassará custos ao cidadão. Além disso, avalia reduzir taxas existentes e simplificar processos atuais. O objetivo é tornar o sistema mais eficiente, acessível e transparente.

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Caso os resultados confirmem a eficiência esperada, o Estado pretende expandir o registro em blockchain para toda a frota do Paraná. Com isso, o Brasil se torna a primeira nação a adotar uma solução desse porte, unindo inovação pública, segurança de dados e um novo padrão de confiança no mercado automotivo.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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