Corretora de Bitcoin Paxful terá que desembolsar US$ 4 milhões após investigação por crimes financeiros

Corretora de Bitcoin Paxful terá que desembolsar US$ 4 milhões após investigação por crimes financeiros
  • Multa reduzida expõe falhas graves de conformidade da Paxful
  • Caso reforça pressão regulatória sobre corretoras de criptomoedas
  • Investigação revela envolvimento direto em crimes financeiros graves

A Paxful enfrentou nova derrota judicial nesta semana, e o caso voltou a expor falhas graves de conformidade no setor de criptomoedas. A corretora de Bitcoin ponto a ponto, que encerrou suas operações em 2023, foi condenada a pagar US$ 4 milhões em multas após admitir envolvimento em crimes financeiros.

Embora a empresa tivesse firmado um acordo inicial que previa multa superior a US$ 112 milhões, o departamento de justiça concluiu que a corretora não possuía capacidade financeira para arcar com o valor total. Dessa forma, o órgão recomendou a penalidade reduzida, que foi confirmada por um juiz federal.

Acusações envolveram lavagem de dinheiro e facilitação de crimes graves

A investigação revelou que a Paxful transferiu conscientemente fundos ligados a lavagem de dinheiro, fraude, prostituição e tráfico sexual comercial, segundo documentos apresentados pelo Departamento de Justiça.

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Entre 2017 e 2019, a empresa intermediou aproximadamente US$ 3 bilhões em transações e arrecadou quase US$ 30 milhões com essas operações.

As autoridades destacaram que a Paxful processou pagamentos para o Backpage, um conhecido site de anúncios de prostituição que lucrava com exploração sexual de menores. Executivos celebraram internamente o “Efeito Backpage”, evidenciando total ausência de controles internos adequados.

Eric Grant afirmou que empresa priorizou lucro, facilitando crimes graves com movimentação de recursos ilícitos.

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Ainda mais, ele destacou que a sentença envia “uma mensagem clara” ao mercado, empresas que ignoram atividades criminosas em suas plataformas enfrentarão consequências severas.

Multas adicionais reforçam o peso do caso para o setor cripto

Além da multa criminal de US$ 4 milhões, a Paxful concordou em pagar US$ 3,5 milhões à FinCEN, agência do Departamento do Tesouro responsável por supervisionar crimes financeiros. Além disso, o pagamento civil se soma ao reconhecimento oficial da empresa sobre a gravidade das violações.

A condenação também impacta diretamente seus fundadores. Em 2024, cofundador Artur Schaback declarou-se culpado por violar leis americanas contra lavagem de dinheiro.

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Com isso, a Paxful se tornou mais um exemplo de como falhas de governança, aliadas à ausência de controles robustos, podem gerar danos profundos em plataformas que operam com criptomoedas.

Ainda mais, a decisão reforça exigência de conformidade, transparência e monitoramento contínuo para evitar penalidades severas no setor.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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