Criptoativos estão sendo utilizados para esconder valores em processos de divórcio

Advogados americanos estão expondo uma situação delicada com os criptoativos em geral: o divórcio.

Muitos escritórios de advocacia têm enfrentado a situação de litígio matrimonial nos Estados Unidos com a problemática de conjugues que podem estar usando os criptoativos para ocultar valores patrimoniais.

Especialistas americanos estão alertando os órgãos regulatórios e judiciais sobre a prática de se esconder dinheiros em criptoativos nos arranjos do divórcio.

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Com o aumento da adesão de pessoas investindo em criptoativos, e com a facilidade de se armazenar os criptoativos fora da ciência e alcance dos órgãos legais, as divisões patrimoniais estão sendo feitas de forma obsoleta em alguns casos.

A maior dificuldade dos advogados tem sido descobrir se há moedas virtuais em pose dos envolvidos no processo de litígio, e onde estes ativos estão.

Outras problemáticas são judiciais.

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Primeiro porque não há uma Legislação específica para o caso.

Ademais, parte das empresas de criptoativos não são regulamentadas no país ou são descentralizadas.

Isto faz com que não seja possível inferências da justiça como a solicitação via judicial de documentos, e informações de transações ou extrato das contas dos clientes.

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Por fim, os próprios advogados estão tendo que se especializar no assunto por ainda não conhecerem de forma mais aprimorada este tipo de mercado, e por se depararem com as impossibilidades jurídicas supracitadas.

A problemática se agrava quando uma boa parte dos conjugues sequer sabe que o outro possui os criptoativos.

De acordo com os especialistas revelar a economia secreta em ativos digitais é um imenso desafio.

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Isto porque o processos investigativo deve ser muito aprofundado nestes casos, o que demanda muito tempo e é bastante dispendioso.

Muitas vezes mandatos judiciais devem ser expedidos para que uma investigação seja feita, o que atrasa mais o processo e ainda por cima muitas vezes revela poucas informações ou informações abstratas que não quantificam os valores de forma precisa.

Às vezes todo este esforço custa mais caro do que o próprio valor que se descobre de uma pessoa em processos deste tipo de causa.

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Os advogados têm relatado que a maior parte dos bens podem ser listados num processos de divórcio, mas que a preocupação é que com a expansão dos criptoativos os casais cada vez mais premeditem as situações para que consigam esconder a maior parte possível de seus fundos para que estes não sejam partilhados.

Inclusive que isto poderia afetar nas situações mais diversas, como nas pensões para o outro conjugue e até nas alimentícias para os demais dependentes.

Os Órgãos reguladores ainda não têm discutido o assunto, o que pode retardar definições e soluções para o problema.

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Redator da Revista Bitnotícias
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