- Mercado perde força e aciona alerta máximo entre investidores
- Pressão on-chain cresce e ameaça suportes essenciais do Bitcoin
- Grandes investidores aproveitam quedas e seguem acumulando BTC
O mercado de criptomoedas enfrenta um momento crítico, e o Bitcoin voltou a chamar atenção após perder níveis importantes. A moeda caiu abaixo de sua média móvel de 365 dias, situada em US$ 102.000, um ponto que serve como referência em fases de queda desde 2018. A quebra desse suporte levantou dúvidas imediatas sobre o ritmo do ciclo atual, já que analistas observam sinais de pressão crescente em várias frentes.
O Bitcoin opera agora perto de US$ 91.690. Mesmo assim, o sentimento mostra forte deterioração. O Índice de Medo e Ganância despencou para 10, refletindo pânico semelhante ao de 2022. Nos últimos 30 dias, o mercado perdeu mais de US$ 700 bilhões, enquanto o ativo testou novamente a região abaixo de US$ 100.000.
Pressão on-chain expõe perdas crescentes
Os dados on-chain ampliam as preocupações. O Bitcoin segue abaixo do preço realizado para moedas mantidas entre seis e doze meses, hoje perto de US$ 94.600. Esse grupo costuma comprar em momentos de força, mas agora enfrenta perdas não realizadas que podem se transformar em vendas forçadas se a tendência de baixa continuar.
Os mercados futuros reforçam essa tensão. O interesse em aberto em contratos perpétuos registrou o maior salto desde abril, adicionando US$ 3,3 bilhões em uma semana. Muitos traders abriram posições compradas durante a queda abaixo de US$ 98.000, alimentando um cenário de alavancagem elevada em pleno declínio. Esse movimento aumenta o risco de liquidações se o preço recuar mais.
O veterano Peter Brandt alertou para a formação de um padrão de reversão. Ele destacou oito sessões consecutivas com máximas mais baixas e projetou possíveis quedas para US$ 81.000 e US$ 58.000, ambas regiões que marcaram pontos de inflexão em ciclos anteriores.
Liquidez global ainda sustenta apostas otimistas
Embora o pânico ganhe espaço, alguns analistas defendem que o mercado vive apenas uma quebra de meio de ciclo. Eles afirmam que o Bitcoin precisa romper suportes mais profundos para confirmar uma reversão completa. Até agora, a pressão vendedora não encontrou consenso entre os grandes players.
Grandes investidores continuam acumulando. O número de endereços com pelo menos 1.000 BTC aumentou durante a correção. Historicamente, movimentos desse tipo acompanham períodos de acumulação, e não fases de capitulação.
O cenário macroeconômico também sustenta essa visão. Mais de 80% dos bancos centrais seguem em ciclos de flexibilização monetária, o que costuma favorecer ativos de risco. A liquidez global segue elevada, e as criptomoedas reagem de forma amplificada quando o crédito se expande.
Dados do Banco de Compensações Internacionais mostram crescimento de 6% no crédito em dólares e de 13% no crédito em euros no último ano. Além disso, essa expansão normalmente sustenta valorizações e melhora a resiliência dos mercados. Muitos estrategistas afirmam que, enquanto as taxas de juros continuarem a cair, os ativos digitais manterão um suporte estrutural importante.
Ainda mais, mesmo sob pressão, o Bitcoin segue no centro do debate. O mercado agora observa se os suportes críticos resistirão ou se o sinal de colapso ganhará força nas próximas semanas.
