Ex-CTO da Ripple revela: 26 milhões de XRP renderiam US$ 59,8 mi

  • Schwartz chegou a deter 26 milhões de XRP, segundo pesquisador BankXRP
  • Stash teria atingido US$ 59,8 milhões no pico de 2017
  • Ex-CTO admitiu vender quando token valia US$ 0,10

A trajetória dos 26 milhões de XRP que pertenceram a David Schwartz, ex-CTO da Ripple, voltou ao centro do debate no mercado cripto. Um relatório do pesquisador conhecido como BankXRP reconstruiu, ano a ano, quanto a carteira do executivo valeria caso ele jamais tivesse vendido as fichas acumuladas desde os primeiros anos do projeto.

Os números expõem o custo de uma estratégia conservadora num dos ativos mais voláteis da década. Em 2012, com o XRP cotado a US$ 0,005, a posição completa somava modestos US$ 130 mil. Cinco anos depois, o cenário mudou drasticamente: no pico de 2017, com o token a US$ 2,30, o estoque atingiria US$ 59,8 milhões.

O bear market de 2019 derrubaria o patrimônio teórico para a casa dos US$ 5 milhões, com o XRP a US$ 0,19. A recuperação só veio nos ciclos seguintes. Em 2024, com média anual de US$ 2,08, a carteira voltaria à faixa de US$ 54 milhões. Já em 2025 e 2026, com o ativo oscilando entre US$ 1,84 e US$ 1,40, o valor estimado ficaria entre US$ 36,4 milhões e US$ 47,8 milhões.

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A venda a US$ 0,10 que virou arrependimento

O detalhe mais comentado do relatório envolve o preço de saída. Schwartz teria liquidado parcelas relevantes da posição quando o XRP era negociado em torno de US$ 0,10, em ondas espalhadas entre 2012 e 2020. O resultado financeiro daquela desalavancagem somou cerca de US$ 2,6 milhões — uma fração do que a posição renderia em qualquer ciclo de alta posterior.

O próprio executivo confirmou os dados em publicação no X no dia 6 de maio. Schwartz reconheceu que “um dia teve 26 milhões de XRP” e que hoje guarda quantia bem inferior. A diferença entre o que poderia ter sido e o que efetivamente foi embolsado virou material recorrente entre comunidades de holders, que costumam usar o caso como alegoria sobre paciência em ativos digitais.

Por que o ex-executivo preferiu sair

Schwartz justificou a estratégia com franqueza incomum para alguém ligado ao setor. Disse que prefere limitar risco financeiro, mesmo ciente de que muitas das suas apostas anteriores foram bem-sucedidas. Vê cripto como oportunidade rara de construção de patrimônio, mas afirma estar confortável em abrir mão de ganhos extremos para preservar estabilidade.

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Ele admitiu, ainda, que poderia ter se tornado bilionário caso tivesse aceitado mais risco ao longo dos anos. A exposição atual ao setor, segundo ele, vem majoritariamente da participação acionária na Ripple — o que, na prática, mantém parte de sua riqueza atrelada ao desempenho do XRP, ainda que de forma indireta.

Contexto para o investidor brasileiro

O caso ecoa um dilema comum entre brasileiros que entraram em XRP nos primeiros ciclos via Mercado Bitcoin, Foxbit ou plataformas internacionais. Quem manteve posição a partir de 2017 conviveu com quase quatro anos sem retorno, agravados pelo processo da SEC contra a Ripple iniciado em dezembro de 2020. A decisão judicial favorável em 2023 destravou listagens em corretoras americanas e abriu espaço para movimentos institucionais relevantes — como a exposição via ETF declarada pelo UBS.

O atual momento técnico também ajuda a contextualizar a narrativa. O XRP é negociado perto de US$ 1,39, distante da máxima histórica e em meio a debate sobre fôlego para retomada, conforme análise sobre o desafio de 170% até o topo. Em paralelo, a Ripple tem ampliado parcerias institucionais — caso do teste de pagamentos com JPMorgan e Mastercard via XRP Ledger —, fator que tende a sustentar a tese fundamentalista do ativo.

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Os dados completos do relatório de BankXRP estão disponíveis na cobertura original publicada pelo Bitcoinist, que detalha a evolução da posição ano a ano.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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