Google alerta que 5 ameaças quânticas podem colocar US$ 100 bilhões do Ethereum em risco

Google alerta que 5 ameaças quânticas podem colocar US$ 100 bilhões do Ethereum em risco
  • Ethereum enfrenta risco quântico com impacto bilionário potencial
  • Chaves expostas aumentam vulnerabilidade estrutural da rede
  • Atualização pós-quântica se torna urgente para segurança

O Google Quantum AI acendeu um alerta direto para o mercado cripto. Um relatório técnico detalha como computadores quânticos podem ameaçar mais de US$ 100 bilhões em ativos no Ethereum.

O estudo, com 57 páginas, analisa vulnerabilidades reais na rede. Além disso, o documento conta com a colaboração de Justin Drake, da Ethereum Foundation, e Dan Boneh, professor da Universidade de Stanford.

Enquanto parte da atenção ficou no Bitcoin, o relatório mostra que o Ethereum pode enfrentar riscos ainda mais complexos. Isso acontece porque sua arquitetura expõe mais dados sensíveis ao longo do tempo.

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Segundo o Google, a exposição total ultrapassa US$ 100 bilhões, considerando carteiras, contratos inteligentes, staking e infraestrutura de segunda camada.

Carteiras e contratos inteligentes ampliam o risco estrutural

O relatório explica que, no Ethereum, a chave pública dos usuários fica visível após a primeira transação. Esse detalhe muda completamente o cenário de segurança.

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Diferente do Bitcoin, onde a chave pode permanecer oculta, o Ethereum mantém essa informação permanente na blockchain. Assim, um ataque quântico pode explorar esse dado diretamente.

O Google estima que as 1.000 maiores carteiras concentram cerca de 20,5 milhões de ETH, todas potencialmente expostas. Em um cenário extremo, um computador quântico poderia processar essas chaves em menos de nove dias.

Além disso, os contratos inteligentes aumentam ainda mais o risco sistêmico. Muitos deles possuem contas administrativas com poderes elevados sobre fundos e operações.

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O estudo identificou pelo menos 70 contratos relevantes com chaves expostas, controlando aproximadamente 2,5 milhões de ETH. Porém, o impacto não para por aí.

Essas contas também autorizam a emissão de stablecoins como USDT e USDC. Dessa forma, um ataque poderia permitir a criação ilimitada de tokens.

Segundo o relatório, cerca de US$ 200 bilhões em stablecoins e ativos tokenizados dependem dessas chaves vulneráveis. Isso poderia gerar um efeito cascata em todo o mercado.

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Camadas L2, staking e dados ampliam vetor de ataque

O risco também cresce nas redes de segunda camada, como Arbitrum e Optimism, que concentram grande parte das transações do Ethereum.

Essas redes dependem de criptografia que ainda não é resistente à computação quântica. O estudo aponta que pelo menos 15 milhões de ETH estão expostos nessas estruturas.

Entre as exceções, apenas a StarkNet apresenta um modelo considerado mais seguro, por usar sistemas baseados em funções hash.

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Outro ponto crítico envolve o sistema de staking, que protege a rede por meio de validadores. Atualmente, cerca de 37 milhões de ETH estão bloqueados nesse mecanismo.

Se um atacante comprometer um terço dos validadores, a rede perde a capacidade de finalizar transações. Com dois terços, ele pode até reescrever o histórico.

O relatório ainda destaca a concentração em grandes pools como a Lido, que controla cerca de 20% do staking. Isso pode reduzir o esforço necessário para um ataque coordenado.

Além disso, o sistema de verificação de dados, conhecido como Data Availability Sampling (DAS), surge como um novo vetor de risco.

Segundo o Google, um computador quântico poderia recuperar um segredo criptográfico usado nesse sistema. Com isso, seria possível forjar provas de dados indefinidamente, mesmo sem acesso contínuo à tecnologia quântica.

Corrida contra o tempo para adaptação pós-quântica

Apesar do cenário preocupante, a indústria já reage. A Ethereum Foundation lançou um portal dedicado à pesquisa de soluções pós-quânticas.

De acordo com Justin Drake, a comunidade trabalha há oito anos em alternativas. Testes ocorrem semanalmente, e um plano completo mira atualizações até 2029.

Ainda assim, o desafio não é simples. Atualizar a camada base do Ethereum não resolve automaticamente os riscos existentes.

Cada protocolo, ponte e aplicação precisa atualizar suas próprias chaves e códigos de forma independente. Esse processo é descentralizado e não possui coordenação única.

Além disso, o tempo de bloco de 12 segundos dificulta ataques em tempo real. No entanto, isso não elimina riscos estruturais de longo prazo.

O relatório deixa claro que a computação quântica ainda não representa uma ameaça imediata. Mesmo assim, o impacto potencial já mobiliza pesquisadores e investidores.

Diante desse cenário, o mercado acompanha com atenção. Afinal, a segurança de bilhões em ativos digitais pode depender da velocidade dessa adaptação tecnológica.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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